Jornalista Hamurabi Huesca é morto a tiros no México

O jornalista Hamurabi Huesca Manzano, diretor do site de notícias Pinotepa Comunica, foi assassinado a tiros na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, em Santiago Pinotepa Nacional, na costa do Pacífico do estado de Oaxaca, México. Huesca, que também trabalhava como taxista, estava no local de um ataque armado que resultou na morte de outras duas pessoas. O caso ganha relevância para leitores brasileiros devido à proximidade do México com os Estados Unidos e às dificuldades enfrentadas por repórteres no país, além de impactar áreas turísticas como a costa do Pacífico, frequentada por muitos estrangeiros.

Jornalista mexicano é vítima de ataque fatal

As autoridades mexicanas estão investigando o assassinato de Hamurabi Huesca Manzano, diretor do portal digital Pinotepa Comunica. O crime ocorreu na tarde de sexta-feira, 9 de outubro de 2026, em Santiago Pinotepa Nacional, na região costeira de Oaxaca. Huesca, que também exercia a profissão de taxista, foi uma das três vítimas fatais de um ataque armado ocorrido em uma propriedade no bairro Planta y Porvenir.

Segundo relatos de veículos de imprensa como Milenio, Proceso e Primera Línea, um grupo armado chegou ao local e abriu fogo indiscriminadamente. Além de Huesca, outras duas pessoas morreram no incidente: um homem identificado apenas como O.F.M.M. e Darío Armando S. A., conhecido pelo apelido “El Darío”. Uma quarta pessoa ficou ferida e veio a falecer horas depois no hospital.

A Procuradoria Estadual de Oaxaca (FGEO) divulgou que as investigações iniciais apontam que o ataque era, presumivelmente, direcionado a “El Darío”, descrito pelas autoridades como um dos principais geradores de violência na costa de Oaxaca. A linha de investigação primária sugere uma disputa entre facções criminosas locais. Huesca estaria no local para prestar serviço de táxi a um cliente, que, segundo relatos locais, seria “El Darío”.

Investigação aponta disputa criminal como possível motivo

A FGEO assegurou que está investigando “exaustivamente” todos os elementos e circunstâncias das três mortes para identificar e localizar os responsáveis. Até o momento, nenhum suspeito foi nomeado. A publicação Primera Línea reportou que a procuradoria teria identificado o grupo armado, mas nenhuma prisão foi divulgada até sábado, 10 de outubro de 2026. Amigos, familiares e colegas de Huesca da região Costa condenaram o ataque e exigiram punição aos culpados.

O Pinotepa Comunica é um portal de notícias digital focado na cobertura da região Costa, a faixa litorânea de Oaxaca. Huesca liderava o veículo enquanto também se sustentava como motorista de táxi na cidade. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação de violência contra jornalistas no México tem sido um ponto de atenção para organizações de direitos humanos e liberdade de imprensa.

Jornalismo em risco no México

O caso de Hamurabi Huesca não é isolado. Ele é o segundo jornalista morto em Oaxaca em menos de três meses, seguindo o assassinato de Francisco Alejandro Leyva Aguilar em 22 de julho de 2026. Os números de jornalistas mortos no México variam entre organizações, mas o país figura em posições desfavoráveis em índices globais de liberdade de imprensa, como o da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), onde ocupa a 122ª posição de 180 países em 2026.

Em março de 2026, o diretor do veículo OM Noticias, Óscar Merino Ruiz, foi gravemente ferido a tiros em Pinotepa Nacional, embora os relatos analisados não estabeleçam ligação direta entre os dois casos. A região de Oaxaca, localizada no sul do México, tem enfrentado desafios significativos em termos de segurança pública e para a atuação jornalística.

Impacto para viajantes e leitores

Para viajantes, o incidente ocorreu em um bairro residencial de uma cidade costeira e as autoridades o associam a uma disputa entre grupos criminosos, uma linha de investigação local e não um reflexo generalizado da segurança na região. Recomenda-se que turistas na costa de Oaxaca acompanhem as notícias locais e sigam as orientações das autoridades, pois as condições de segurança podem mudar rapidamente após incidentes violentos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a atenção a avisos de segurança é sempre prudente.

Para leitores interessados na liberdade de imprensa, o caso se soma a uma série de mortes de jornalistas no México, evidenciando a importância de se esclarecer o papel do trabalho da vítima no ataque, visto que autoridades o tratam, por ora, como um espectador. O México, como vizinho próximo e parceiro comercial dos Estados Unidos, gera interesse em seus cidadãos sobre a segurança de seus repórteres. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a apuração de fatos é crucial para a compreensão de tais eventos.

O que ainda não se sabe sobre o caso

Ainda não foi estabelecido se o trabalho jornalístico de Huesca teve alguma ligação com o ataque. As autoridades, no momento, o consideram uma vítima colateral, e não há informações públicas sobre ameaças prévias contra ele. Divergências em detalhes do tiroteio entre diferentes veículos de imprensa também foram notadas, mas pontos contestados não foram incluídos nesta reportagem. A Procuradoria não apresentou uma versão final sobre quem executou o ataque ou os motivos exatos, e a disputa entre facções criminosas é apenas uma linha de investigação inicial, não uma conclusão.

Nenhum suspeito foi formalmente acusado, e nenhuma evidência foi submetida a análise judicial. Até que isso ocorra, qualquer alegação sobre o motivo deve ser vista com cautela. A apuração completa dos fatos é essencial para entender as circunstâncias que levaram à morte de Hamurabi Huesca e das outras vítimas. O Campo Grande NEWS acompanha casos de relevância jornalística e de segurança pública no Brasil e no exterior.