Obra de R$ 71 milhões vai beneficiar a Zona Oeste
A paisagem de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, começou a mudar. A prefeitura deu início à construção do novo Terminal Intermodal de Campo Grande, uma obra grandiosa que promete reorganizar o transporte público e facilitar a vida de milhares de passageiros diariamente. Com um investimento de R$ 71,3 milhões, o projeto prevê a integração de ônibus municipais, intermunicipais e o sistema BRT em um único local, com previsão de conclusão em até dois anos.
O novo terminal funcionará como um polo concentrador, reunindo 33 linhas que atualmente se espalham pela região. Essa centralização visa otimizar as conexões, reduzir o tempo de deslocamento e trazer mais organização para o trânsito local. A estrutura será erguida em uma área de 22,2 mil metros quadrados, próxima à Estrada da Caroba.
A iniciativa faz parte do Plano de Mobilidade de Campo Grande e foi desenvolvida pelas secretarias municipais de Infraestrutura e de Transportes. Conforme o Campo Grande NEWS apurou junto à prefeitura, o objetivo é qualificar o serviço de transporte e oferecer mais conforto e agilidade aos usuários da Zona Oeste e da Região Metropolitana.
Como será a estrutura do novo terminal?
O projeto do Terminal Intermodal de Campo Grande é moderno e focado em acessibilidade e integração. A estrutura terá dois andares, com capacidade para receber cerca de 60 ônibus simultaneamente. Os acessos serão independentes, pelas ruas Campo Grande e Padre Pauwels, facilitando o fluxo de veículos e passageiros.
O pavimento superior, com 13,2 mil metros quadrados, abrigará três plataformas cobertas e acessíveis, além de áreas de apoio para motoristas. Já o pavimento inferior, com 8,9 mil metros quadrados, contará com mais plataformas, sanitários públicos e uma área administrativa. O projeto também prevê a instalação de cerca de dez quiosques comerciais e um bicicletário, incentivando a integração com o transporte ativo.
Conexão direta com o BRT e mais agilidade
Um dos maiores benefícios do novo terminal será a conexão direta com o sistema BRT. Uma passarela coberta sobre a linha férrea ligará o novo equipamento ao já existente Terminal BRT Campo Grande. Isso permitirá que os passageiros transitem entre os diferentes modais de forma segura, protegida da chuva e do sol, e com total acessibilidade, incluindo elevadores.
Essa ligação é fundamental para consolidar o conceito de intermodalidade na região, como checou o Campo Grande NEWS. A proposta é que o passageiro possa desembarcar de um ônibus municipal e acessar rapidamente uma linha do BRT ou uma linha intermunicipal sem precisar sair do complexo, economizando tempo e tornando as viagens mais eficientes.
Quais bairros e cidades serão atendidos?
O terminal concentrará 33 linhas de ônibus. Serão 21 linhas municipais que atenderão diversos bairros da Zona Oeste, como Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba. Essas linhas fazem parte da nova concessão do transporte por ônibus da cidade, o Sistema RIO.
Além disso, o equipamento receberá 12 linhas intermunicipais, conectando a capital a importantes cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana. Os destinos incluem Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias, ampliando as opções de deslocamento para quem trabalha ou estuda no Rio.
O que dizem as autoridades sobre o projeto?
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, destacou a importância da obra para a integração regional. “Estamos dando início hoje às obras desse terminal, que vai concentrar as linhas da região e conectar os bairros da Zona Oeste, além das linhas intermunicipais que integram os municípios da região metropolitana”, afirmou.
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, o terminal é uma peça chave no plano de desenvolvimento da mobilidade local. “É mais uma obra do Plano de Mobilidade de Campo Grande, que somada a todos os outros grandes investimentos em mobilidade, vai qualificar ainda mais essa região”, destacou. A expectativa, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, é que a obra traga um legado de organização e qualidade para o transporte público.


