Patinetes elétricos chegam a Campo Grande: Whoosh autorizada a operar por 90 dias em fase de testes

A capital sul-mato-grossense, Campo Grande, está prestes a receber uma nova opção de mobilidade urbana. A empresa Whoosh recebeu autorização da Prefeitura, por meio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), para operar com patinetes elétricos em caráter experimental. A iniciativa visa testar a viabilidade e a aceitação do serviço antes de um lançamento em maior escala, com planos de licitação para o início de 2027. A novidade chega em um momento em que o serviço de patinetes elétricos já tem um player atuando na cidade, a JET, e a expectativa é de que a Whoosh traga mais opções e cobertura para os cidadãos.

Whoosh inicia operação experimental em Campo Grande

A autorização para a operação da Whoosh foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande nesta sexta-feira (2), permitindo que a empresa inicie seus testes por um período de 90 dias. Inicialmente, a empresa disponibilizará 980 patinetes elétricos, que serão distribuídos em bairros estratégicos como São Francisco, Centro, São Bento, Jardim dos Estados, Itanhangá Parque e Monte Líbano. Essa fase experimental é crucial para a adaptação da empresa ao cenário local e para a coleta de dados que subsidiarão futuras decisões de expansão.

O diretor-presidente da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, afirmou que o período de testes será estendido. “O prazo inicial está se encerrando e vamos prorrogar por mais 90 dias”, declarou. Essa prorrogação demonstra o compromisso da prefeitura em avaliar cuidadosamente o impacto e a eficiência do serviço. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a expectativa é que os patinetes amarelos da Whoosh estejam circulando nas ruas já na próxima semana, marcando o início dessa nova etapa na mobilidade urbana da cidade.

Preços e planos da Whoosh

Para os usuários, o serviço da Whoosh apresentará uma taxa de desbloqueio de R$ 0,90, seguida de uma cobrança por minuto a partir de R$ 0,49. Além disso, o aplicativo da empresa oferecerá pacotes de minutos e/ou desbloqueios, buscando atender a diferentes perfis de uso. Os valores detalhados e as condições de cada plano podem ser consultados diretamente no aplicativo no momento da contratação do serviço, garantindo transparência aos consumidores. Essa estrutura de preços visa tornar o serviço acessível e competitivo no mercado de micromobilidade.

Por que Campo Grande? O perfil da cidade atraiu a Whoosh

A escolha de Campo Grande para a expansão da Whoosh não foi aleatória. Segundo a empresa, a cidade apresenta um perfil de deslocamento que se alinha perfeitamente com a proposta de valor dos patinetes elétricos. “A Whoosh registra, nas cidades onde atua, trajetos médios de aproximadamente dois quilômetros, perfil de deslocamento que se encaixa em percursos que muitas vezes são longos para serem feitos a pé, mas curtos para justificar o uso do carro”, explicou a empresa em nota. Essa característica torna os patinetes uma solução ideal para “última milha” e para cobrir distâncias intermediárias de forma rápida e sustentável.

Expansão e futuro da operação

Inicialmente, a operação da Whoosh abrangerá a mesma região onde a JET já atua, com alguns pontos de convergência. No entanto, a Agetran já analisa a possibilidade de expansão para outras áreas da cidade. “Em um segundo momento estamos analisando uma expansão para outros locais, para os bairros”, detalhou Ciro Vieira Ferreira. Essa expansão gradual visa garantir que o serviço seja implementado de forma organizada e atenda às demandas de diversas comunidades. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a licitação para a operação definitiva dos patinetes elétricos em Campo Grande deve ser lançada no início de 2027, após a conclusão e análise da fase experimental.

A Whoosh, que atualmente opera em sete cidades, vê Campo Grande como um mercado promissor. A empresa está em um momento de expansão e a capital sul-mato-grossense já estava no radar de seus planos de crescimento. A chegada de um novo serviço de patinetes elétricos representa um avanço na oferta de alternativas de transporte individual e sustentável para os moradores de Campo Grande, incentivando a redução do uso de veículos particulares para curtas distâncias. A Agetran reforça que a avaliação contínua do serviço é fundamental para o aprimoramento e a segurança dos usuários. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta nova fase da mobilidade urbana na cidade.