Lula dispara na 1ª rodada, mas 2º turno contra Bolsonaro segue empatado em pesquisa final

A reta final da campanha presidencial de 2026 no Brasil apresenta um quadro dividido, segundo a última pesquisa AtlasIntel divulgada antes do primeiro turno. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na intenção de voto para o primeiro turno. No entanto, em um eventual segundo turno, os dois candidatos aparecem em um empate estatístico, com os resultados muito próximos e dentro da margem de erro.

Eleições 2026: Cenário polarizado

A pesquisa AtlasIntel, divulgada na terça-feira, 29 de setembro, cinco dias antes da votação, revela que Lula detém 46,2% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 43,1%. Renan Santos figura em terceiro com 5,3%, seguido por Augusto Cury (2,1%), Ronaldo Caiado (1,8%) e Romeu Zema (0,9%). Os demais candidatos somam 0,5%.

Na análise mais ampla, que considera todas as intenções de voto, Lula registra 45,3% contra 42,2% de Flávio Bolsonaro. Essa distância entre os líderes aumentou após duas pesquisas consecutivas em que a diferença havia sido a menor registrada na série de 2026 da AtlasIntel. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa oscilação demonstra a dinâmica da corrida eleitoral.

Disputa acirrada para o segundo turno

O principal destaque da pesquisa é a simulação para um possível segundo turno. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em 50% dos votos válidos. Considerando todas as respostas, o placar é de 47,7% para Flávio Bolsonaro e 47,6% para Lula, com 4,8% de votos em branco, nulos ou indecisos. Essa diferença mínima está amplamente dentro da margem de erro de um ponto percentual.

A AtlasIntel simulou outros quatro cenários de segundo turno com Lula. O presidente venceria Romeu Zema por 53,5% a 46,5% e Ronaldo Caiado por 51,4% a 48,6%. Contra Augusto Cury, a vantagem seria de 56,1% a 43,9%, e contra Renan Santos, de 61,6% a 38,4%. Em nenhum dos cenários testados um adversário derrota Lula, mas o confronto com Flávio Bolsonaro é o único em que o senador consegue igualar a votação do presidente.

Tendências e divergências nas pesquisas

A evolução da campanha é visível na própria série de pesquisas da AtlasIntel. No final de julho, Lula aparecia com 44,9% das intenções de voto para o primeiro turno, contra 35,8% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de nove pontos. Ao longo de agosto e início de setembro, o senador diminuiu essa vantagem. A semana anterior à pesquisa registrou o cenário mais apertado, com o senador marginalmente à frente em simulações de segundo turno (47,2% a 46,8%).

A nova pesquisa marca um duplo movimento: a vantagem de Lula no primeiro turno se recuperou de sua mínima na série, enquanto o segundo turno permanece em um empate técnico. Médias de agregadores de pesquisas, que combinam AtlasIntel com Datafolha, Quaest e BTG/Nexus, têm mostrado consistentemente uma vantagem um pouco maior para Lula, indicando divergências entre os institutos. O Campo Grande NEWS acompanha de perto essas variações.

O que esperar para o dia da votação

O Brasil vai às urnas no domingo, 4 de outubro. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. Caso contrário, os dois mais votados disputarão um segundo turno em 25 de outubro. Pelos números atuais, uma vitória no primeiro turno parece fora de alcance para ambos os líderes, tornando o dia 25 de outubro a data mais provável para a definição da presidência. A última semana de campanha será crucial, com o último debate televisivo agendado para quinta-feira, 1º de outubro.

Uma divergência notável persiste entre as pesquisas e os mercados de apostas. Como o Campo Grande NEWS reportou recentemente, os mercados continuam a precificar Flávio Bolsonaro como favorito, mesmo com as pesquisas mostrando um empate no segundo turno e uma liderança de Lula no primeiro. A resolução para essa discrepância deve vir no domingo à noite, com a divulgação dos resultados das urnas eletrônicas brasileiras poucas horas após o fechamento das urnas.

Limitações da pesquisa

É importante notar que uma pesquisa é um retrato do trabalho de campo realizado em um período específico e não uma previsão exata do resultado. Eventos de última hora na campanha podem influenciar os números após o encerramento da coleta de dados. Institutos de pesquisa apresentam divergências significativas em 2026; Datafolha, Quaest e BTG/Nexus, por vezes, mostraram leads maiores para Lula do que a AtlasIntel. A série da própria AtlasIntel oscilou bastante.

Além disso, o relatório do Poder360 mencionou um segundo cenário de segundo turno cujos números completos não puderam ser verificados de forma independente. A forma como os 4,8% de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou indeciso se comportarão em um eventual segundo turno não é mensurável a partir desta pesquisa específica.