A vibrante cidade de Rabat, em Marrocos, se prepara para sediar a 28ª edição do renomado festival Jazz à Rabat. De 24 a 26 de setembro de 2026, o anfiteatro do Parc Hassan II será palco de uma celebração única da música, unindo talentos europeus e marroquinos em colaborações inéditas. O evento, criado e apoiado pela delegação da União Europeia no país, se consolida como um ponto alto no calendário cultural, oferecendo três noites de pura arte e intercâmbio musical.
Jazz à Rabat: Uma Ponte Musical entre Culturas
O Jazz à Rabat se destaca por seu formato inovador, onde cada noite apresenta um ensemble europeu em parceria com um artista marroquino, culminando em uma apresentação conjunta que promete surpreender o público. Essa proposta de colaboração musical, que sobreviveu à mudança de local do festival do sítio arqueológico de Chellah para o mais central Parc Hassan II, é o coração do evento. Conforme informação divulgada pelo festival, o objetivo é criar um espaço onde músicos de diferentes origens possam se encontrar, ensaiar e, juntos, improvisar em performances únicas.
O Palco e os Horários do Festival
Os espetáculos acontecerão no anfiteatro do Parc Hassan II, localizado na Avenue Mohammed VI, em Rabat. A programação musical tem início às 19h30 e se estende até por volta da meia-noite, proporcionando uma experiência completa para os amantes da música. Os ingressos estão à venda por MAD 80, o que equivale a aproximadamente US$ 8, com base na taxa de câmbio publicada em 18 de setembro de 2026. Essa acessibilidade torna o festival uma opção atraente para desfrutar de música ao vivo de alta qualidade no Marrocos, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Uma Programação Rica e Diversificada
A programação detalhada para cada noite revela a riqueza e a diversidade do festival. Na quinta-feira, 24 de setembro, a noite abre com o Quarteto Amara de Portugal, seguido pela colaboração com o percussionista marroquino Khalid Kouhen. Em seguida, o duo franco-alemão Thérapie de Couple se une ao Mohamed El Menjra STVNK Quintet de Marrocos, com ambos os grupos se apresentando juntos em um set especial.
A sexta-feira, 25 de setembro, apresenta o Quarteto Herak e Bulatkin, com influências balcânicas, acompanhados por Hicham Telmoudi. O grupo belga NØ Steam e o Quarteto Sara Moullablad darão continuidade à noite, encerrando-a em colaboração. Já no sábado, 26 de setembro, o festival conta com o Trio Azure da Áustria, liderado por Ulrich Drechsler, em parceria com o Quarteto Tamzaj de Marrocos, de Younès Fakhar. Para fechar o festival com chave de ouro, o Quinteto Antonio Lizana da Espanha se apresentará com o Sexteto Abir El Abed de Marrocos.
Jazz à Rabat: Diplomacia Cultural em Ação
A realização do Jazz à Rabat é fruto de uma colaboração entre a delegação da União Europeia, o Ministério da Cultura de Marrocos e a autoridade regional de Rabat-Salé-Kénitra. Essa parceria demonstra um forte compromisso com a diplomacia cultural, utilizando a música como ferramenta para fortalecer laços e promover o entendimento mútuo. A longevidade do festival, em sua 28ª edição, é um testemunho de seu sucesso e relevância, superando muitos outros programas culturais europeus que tiveram início na mesma época, conforme o Campo Grande NEWS apurou.
O Que Torna o Festival Especial
A mudança do nome de Jazz au Chellah para Jazz à Rabat e sua realocação para o Parc Hassan II trouxeram o festival para o centro da cidade, ampliando seu alcance e público. No entanto, o formato de colaboração entre músicos europeus e marroquinos permaneceu inalterado, sendo o grande diferencial do evento. Essa oportunidade única de ver artistas se reunindo para criar algo novo no palco, que não existe fora do festival, é um dos principais atrativos para o público, especialmente para residentes estrangeiros, como destaca o Campo Grande NEWS em suas análises.
Informações Adicionais e Pontos de Atenção
Embora as informações sobre ingressos com desconto não tenham sido detalhadas, o preço único de MAD 80 (aproximadamente US$ 8) por noite torna o festival uma das opções de música ao vivo de melhor custo-benefício no país. A capacidade do anfiteatro não foi divulgada, assim como a clareza se os ingressos são vendidos por noite ou como um passe para todos os dias. O programa completo, no entanto, é um ponto forte, com a divulgação antecipada dos grupos e horários, permitindo um planejamento preciso para os espectadores. A única variável a considerar é o clima, embora o final de setembro em Rabat seja geralmente ameno e com pouca incidência de chuvas.
A ausência de gravações oficiais ou transmissões dos sets colaborativos é vista como uma perda significativa, pois essas performances únicas existem apenas por uma noite. Para os moradores do Marrocos, o Jazz à Rabat representa uma oportunidade acessível de vivenciar música de alta qualidade em um ambiente agradável. Para os visitantes, as colaborações exclusivas são o principal motivo para prestigiar o evento, consolidando-o como um marco no cenário cultural de Rabat.


