Dólar sobe na América Latina antes de decisões de juros: Chile e Colômbia em foco

O início da semana de decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil trouxe um aperto nas moedas latino-americanas. O dólar firmou-se na região nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, com investidores reduzindo a exposição a moedas de mercados emergentes antes dos anúncios do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, ambos agendados para os dias 15 e 16 de setembro.

Essa cautela geral impulsionou o dólar em relação a diversas moedas da região. No Chile, o peso chileno atingiu seu nível mais baixo em um mês frente à moeda americana, enquanto no Brasil, o real opera próximo a um patamar de 5,12 por dólar, aguardando os leilões de PTAX. A Colômbia também vê seu peso sob pressão, com o TRM (Taxa de Câmbio Representativa do Mercado) entrando em seu último dia de validade.

A expectativa para os próximos dias é de volatilidade, com os mercados atentos às decisões de política monetária que podem influenciar significativamente os fluxos de capital e as taxas de câmbio na América Latina. Conforme divulgado pelo LatAm Expat & Nomad Daily Guide, traders optaram por diminuir suas posições em moedas locais para evitar riscos antes dos anúncios importantes.

Mercados em Alerta com Decisões de Juros Próximas

A semana que se inicia é crucial para a economia global e, em particular, para a América Latina, com as reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed e do Copom do Banco Central do Brasil. Enquanto o Fed é amplamente esperado para manter sua taxa de juros inalterada na faixa de 3,50% a 3,75%, as expectativas do mercado para o Copom apontam para uma provável redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a para 13,75%, segundo as opções da B3.

Essa divergência nas expectativas pode gerar movimentos distintos nas moedas. A possível queda na Selic, se confirmada, pode tornar os ativos brasileiros menos atrativos em comparação com os americanos, exercendo pressão sobre o real. O Campo Grande NEWS checou que a incerteza em torno dessas decisões leva os investidores a reavaliar suas posições, resultando na valorização do dólar frente às moedas regionais.

Chile: Peso em Baixa e UF em Alta

O peso chileno registrou uma desvalorização significativa, fechando a segunda-feira em 940,91 por dólar, o patamar mais forte para a moeda americana contra o peso em um mês. Essa desvalorização ocorreu apesar da valorização da Unidade de Fomento (UF), um índice de correção monetária amplamente utilizado no Chile, que atingiu 40.926,41. Contudo, em termos de dólares, o valor da UF foi menor do que na sexta-feira anterior.

Para expatriados e nômades que vivem no Chile, essa flutuação cambial tem implicações diretas no custo de vida. Um aluguel de 800.000 pesos chilenos, por exemplo, passou a equivaler a cerca de US$ 850, uma queda em relação aos US$ 854 da sexta-feira. O Campo Grande NEWS ressalta a importância de acompanhar essas variações para um melhor planejamento financeiro.

Colômbia: Novo TRM e Pressão no Câmbio

A Taxa de Câmbio Representativa do Mercado (TRM) da Colômbia, fixada em 3.072,27 pesos por dólar, está em seu último dia de validade. Uma nova taxa será certificada pela Superfinanciera ainda nesta segunda-feira, com base nas negociações do dia. O TRM atual representa o nível mais forte desde 25 de agosto.

Atualmente, uma transferência de US$ 1.000 resulta em 3.072.270 pesos colombianos. A proximidade de um novo patamar para o TRM, com o câmbio à vista operando perto de 3.085 pesos por dólar, indica uma possível continuação da pressão sobre a moeda local. O Campo Grande NEWS acompanha de perto as atualizações econômicas para informar a comunidade.

Argentina e México: Estabilidade Relativa em Meio à Volatilidade Regional

Na Argentina, as taxas de câmbio permaneceram inalteradas no início da semana. O dólar oficial cotava entre 1.480 e 1.530 pesos, enquanto o dólar blue variava entre 1.525 e 1.545 pesos. O risco país se manteve estável em 485 pontos. A discussão sobre a reforma do estatuto do Banco Central continua no Senado, um ponto de atenção para a economia do país.

No México, o peso mexicano mostrou resiliência, mantendo-se abaixo da barreira de 17 pesos por dólar. A taxa de referência do Banco do México (Banxico) na sexta-feira foi de 16,9722, e o câmbio à vista operava próximo a 16,97 nesta segunda-feira. O custo de uma despesa mensal de 10.000 pesos mexicanos equivalia a aproximadamente US$ 589, segundo a referência à vista.