Frio não afasta campo-grandenses da Feira Borogodó, que celebra raízes sul-mato-grossenses

Apesar do friozinho de domingo, a Feira Borogodó em Campo Grande registrou um público animado e engajado, provando que o clima ameno não é empecilho para os campo-grandenses que apreciam a cultura e o artesanato local. Feirantes montaram suas barracas cedo, prontos para expor o melhor de Mato Grosso do Sul.

Feira Borogodó agita a cidade com calor humano e arte pantaneira

O desenhista e caricaturista Tieko Saka, estreante na feira, compartilhou seu entusiasmo. Ele, que já frequentava o evento como visitante, decidiu dar um passo adiante e expor seu talento. Em poucos minutos, Saka cria caricaturas personalizadas, capturando a essência de famílias, pets e casais. Para ele, o frio é um convite para um casaco e para aproveitar as atrações.

“Hoje é dia de muita alegria. Acho que só a chuva afasta o campo-grandense, mas um friozinho assim, nada; coloca um casaco e vem, está maravilhoso. Não acho que o movimento esteja fraco; acho que a feira está bem movimentada, está bem bacana, com muitas atrações culturais e muitos expositores”, afirmou Saka, conforme divulgado pelo Campo Grande NEWS.

Arte que celebra a fauna e a flora de Mato Grosso do Sul

Nesta edição, a temática sul-mato-grossense ganhou destaque. Tieko Saka, por exemplo, inspira-se nas cores e belezas únicas da fauna e flora do estado para suas obras. Suas pinturas em tela e caricaturas buscam transmitir a vitalidade do Pantanal.

“Eu trago um pouco da flora pantaneira, porque eu acho que a gente tem que trazer as cores, a beleza do Pantanal. Eu faço pinturas em tela também, além das caricaturas, e eu gosto muito de abordar esse tema, trazer a nossa fauna e a nossa flora, com muitas cores, vibração, energia, e essa alegria, que é o que eu gosto de passar na minha arte”, explicou o artista.

Momentos em família e valorização do trabalho local

A psicóloga aposentada Márcia aproveitou o dia mais fresco para conhecer a Feira Borogodó a convite de sua neta. Para ela, o evento é uma excelente oportunidade para desfrutar de tempo de qualidade com a família e, ao mesmo tempo, prestigiar os talentos locais.

“É muito bom esse momento em família. A gente tem que estar sempre junto e curtir. É minha primeira vez aqui, mas pretendo voltar, com certeza. Muito bom!”, declarou Márcia.

Artesãos do interior levam a cultura pantaneira para a Capital

A feira também se tornou um ponto de encontro para artesãos de outras cidades de Mato Grosso do Sul. Everton Rezende, artesão de Rio Verde de Mato Grosso, expõe seus vasos artesanais para plantas, um estilo de mercadoria esmaltada que ele e sua equipe produzem há um ano.

“O movimento começou fraco, mas acredito que vai ser bom, porque tem várias atrações aqui. Geralmente essa feira dá muito movimento!”, comentou Rezende, confiante no potencial do evento, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

Everton expressou orgulho em representar a cultura pantaneira por meio de sua arte. Ele ressalta a mudança na percepção sobre os habitantes do Pantanal, que antes eram chamados de “caipiras” e hoje despertam o interesse mundial.

“Lá para a década de 70, os pantaneiros eram chamados de caipiras. Hoje não; hoje o mundo inteiro quer conhecer o Pantanal e os pantaneiros. Então eu sinto muito orgulho de representar essa cultura, de poder trazer para mostrar para as pessoas como funciona a nossa cultura do Pantanal”, frisou.

A Feira Borogodó, com sua atmosfera acolhedora e foco nas raízes sul-mato-grossenses, reafirma seu papel como um importante espaço de celebração cultural e fomento ao trabalho de artistas e artesãos do estado. O evento, que contou com ampla cobertura do Campo Grande NEWS, demonstrou que o frio é apenas um detalhe quando a paixão pela cultura local fala mais alto.