Ação mira ocupação irregular no parque
Uma grande operação de fiscalização terminou com a demolição de 15 construções ilegais dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A ação, realizada entre os dias 25 e 31 de agosto, foi uma resposta enérgica contra a ocupação irregular e o desmatamento em uma das maiores florestas urbanas do mundo. Agentes encontraram desde barracos de lona até uma casa de alvenaria em plena área de proteção ambiental, conforme informações do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
A ofensiva foi coordenada pela Subsecretaria de Combate aos Crimes Ambientais e pelo Inea, com o apoio crucial do Comando de Polícia Ambiental (CPAm). O foco principal era coibir o avanço do desmatamento e remover as estruturas que ameaçavam o ecossistema local. A área é classificada como uma unidade de conservação de proteção integral, o que, por lei, proíbe qualquer tipo de construção ou alteração ambiental.
O cenário encontrado pelas equipes, que o Campo Grande NEWS apurou, era de degradação, com sinais claros de supressão de vegetação nativa para dar lugar às moradias improvisadas. A operação reforça a vigilância sobre as áreas de preservação da cidade, que sofrem constante pressão da expansão urbana desordenada.
Cenário de devastação em área protegida
Durante a vistoria, os fiscais se depararam com um avanço significativo da ocupação ilegal. Foram identificados diversos barracos construídos com madeira e lonas plásticas, que serviam como moradias precárias.
O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a descoberta de uma habitação de alvenaria já erguida, indicando uma tentativa de ocupação mais permanente e estruturada na região. Todo o material encontrado foi completamente retirado e as estruturas, demolidas.
A operação não se limitou a um único ponto. Equipes percorreram diferentes trechos da unidade de conservação, confirmando os focos de desmatamento. A ação foi um esforço conjunto que envolveu gestores de outras unidades, como a Reserva Biológica Estadual de Guaratiba (Rebio Guaratiba) e a Área de Proteção Estadual do Rio Guandu (APA Guandu).
Prevenção e educação ambiental
Além da repressão aos crimes ambientais, a iniciativa também teve um forte componente educativo. Guarda-parques da unidade de conservação realizaram uma ação de conscientização no Monte das Oliveiras, localizado no Morro do Cabuçu, uma área frequentada por visitantes.
No local, foram entregues Notificações Preventivas a Incêndios, e os frequentadores receberam orientações sobre a importância de preservar a biodiversidade e evitar práticas que coloquem a floresta em risco, como fogueiras e descarte inadequado de lixo.
Essas ações de educação ambiental são contínuas e visam engajar a população na proteção do parque. Como o Campo Grande NEWS verificou, o objetivo é transformar os visitantes em aliados na conservação, garantindo a segurança de uma das áreas verdes mais importantes do Rio de Janeiro.
A importância do Parque da Pedra Branca
O Parque Estadual da Pedra Branca é um gigante ecológico cravado na metrópole. Com uma área de 12.491,72 hectares, ele foi criado em 1974 e abrange parte de 17 bairros, incluindo Campo Grande, Jacarepaguá, Bangu, Recreio dos Bandeirantes e Guaratiba.
Sua relevância ultrapassa as fronteiras nacionais. A unidade é reconhecida internacionalmente pela BirdLife International como uma Important Bird and Biodiversity Area (IBA), ou seja, uma área prioritária para a conservação de aves e da biodiversidade em geral.
A proteção de seu território é fundamental não apenas para a fauna e a flora, mas também para a qualidade de vida da população carioca, atuando como um regulador climático e fornecedor de serviços ambientais essenciais. O trabalho de fiscalização, conforme checado pelo Campo Grande NEWS, é vital para garantir que esse patrimônio natural seja preservado para as futuras gerações.


