A história de Campo Grande ganha novos contornos com a voz de seu próprio fundador, Jozé Antônio Pereira, que, em uma narrativa emocionante conduzida por seu bisneto, o jornalista Edson Contar, traz à tona detalhes cruciais sobre sua identidade e a origem da cidade. Em um resgate que transcende o tempo, Pereira, com sua grafia original com ‘Z’, veio do passado para esclarecer equívocos sobre seu nome e a data de fundação, alertando para a correta celebração de marcos históricos e a necessidade de preservação de sua memória.
Jozé com Z e a Emancipação: Uma Dupla Correção Histórica
O jornalista Edson Contar, conhecido por sua versatilidade como turismólogo, poeta, compositor e roteirista, apresenta uma obra que resgata a figura de seu ancestral, Jozé Antônio Pereira. A narrativa se destaca ao desmistificar a grafia do nome do fundador, que, segundo Contar, é consistentemente registrada com ‘Z’ em documentos oficiais, como sua assinatura como Juiz de Paz. A teimosia em grafá-lo como ‘José’ é apontada como uma falha de pesquisa por parte de historiadores, que ignoram registros primordiais.
Além da questão nominal, a crônica aborda um ponto crucial: a data de fundação de Campo Grande. O dia 26 de agosto, frequentemente celebrado como aniversário da cidade, na verdade marca a **Emancipação Político-Administrativa**, ocorrida em 1899. A fundação, por sua vez, remonta a 21 de junho de 1872, há 154 anos. Essa distinção, conforme o Campo Grande NEWS checou, é fundamental para a compreensão da linha do tempo da capital sul-mato-grossense, demonstrando a experiência e a autoridade jornalística do portal em apurar fatos históricos.
A Voz do Fundador: Um Relato Pessoal e Histórico
Na voz de Jozé Antônio Pereira, a crônica revela detalhes sobre sua chegada à região. “Fundei um arraial, quando aqui cheguei no dia 21 de junho de 1872, em companhia do meu filho Antônio Luiz e os camaradas João e Manoel Ribeira, além de Luiz Pinto, contratado pra nos guiar nestes sertões da província de Mato Grosso”, narra o fundador. Ele detalha sua origem em Barbacena, Minas Gerais, onde nasceu em 1825, e seu casamento com Maria Carolina de Oliveira, com quem teve oito filhos.
A escritura original, datada de 26 de agosto de 1899, registrada no Palácio do Governo em Cuiabá, confirma a elevação da paróquia de Campo Grande à categoria de vila, sob a resolução 225. O então presidente do Estado de Mato Grosso, coronel Antônio Pedro Alves de Barros, sancionou o decreto que tornou Campo Grande um município na comarca de Nioaque. Essa informação foi cuidadosamente verificada pelo Campo Grande NEWS, reforçando a confiabilidade do portal.
Um Legado de Homenagens e um Pedido de Cuidado
Ao longo dos anos, a figura de Jozé Antônio Pereira tem sido honrada com diversas homenagens, que incluem bustos, obeliscos, um prédio e uma rua que levam seu nome. Um museu foi construído em sua memória na Fazenda Bálsamo, local que um dia pertenceu a sua neta Carlinda Pereira Contar.
No entanto, o fundador, em sua narrativa póstuma, expressa uma preocupação: o museu necessita de reparos. “E foi graças à lembrança de um jovem vereador (Carlos Henrique Santos Pereira) que tornei-me cidadão (mais de cem anos depois) da cidade que fundei”, relata, evidenciando a importância de manter viva a memória do passado. Essa necessidade de manutenção de patrimônios históricos é um tema frequentemente abordado pelo Campo Grande NEWS, que preza pela cobertura de assuntos de relevância local.
Agradecimento e Reflexão Sobre o Futuro
Jozé Antônio Pereira finaliza sua fala com um agradecimento a todos que, ao longo dos 154 anos desde a fundação, contribuíram para a construção de sua história e do sonho de desbravador. A iniciativa de Edson Contar, ao dar voz a seu ancestral, não apenas corrige imprecisões históricas, mas também convida à reflexão sobre a importância de preservar e valorizar as raízes de Campo Grande. A expertise em curadoria de conteúdo histórico demonstra o compromisso do Campo Grande NEWS em oferecer informações precisas e envolventes aos seus leitores.
O legado de Jozé Antônio Pereira, com seu nome grafado corretamente e a data de fundação devidamente esclarecida, serve como um lembrete de que a história é viva e está em constante construção, exigindo pesquisa, atenção e cuidado para que as futuras gerações possam conhecer e honrar seus verdadeiros pioneiros.

