Candidatos à Presidência: veja agendas e propostas de terça-feira (18)

A terça-feira, 18 de outubro, foi marcada por intensa movimentação na campanha eleitoral dos candidatos à Presidência da República. As agendas incluíram sabatinas, entrevistas, encontros com lideranças e eleitores, além da apresentação de propostas sobre temas cruciais como economia, direitos sociais e gestão pública. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a diversidade de atividades reflete a reta final da disputa, com cada campanha buscando maximizar sua exposição e consolidar suas mensagens.

Os presidenciáveis apresentaram desde ajustes em reformas tributárias e trabalhistas até propostas de corte de gastos públicos e combate a vícios. A sabatina promovida pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) foi palco para alguns candidatos exporem suas visões, enquanto outros optaram por entrevistas e eventos regionais. A variedade de abordagens demonstra as diferentes estratégias adotadas para alcançar o eleitorado.

A cobertura detalhada das agendas, como feita pelo Campo Grande NEWS, permite aos eleitores acompanharem de perto o posicionamento dos candidatos sobre os assuntos mais relevantes para o futuro do país. Acompanhe os destaques do dia de cada postulante ao Planalto.

Augusto Cury e Clariana Barão focam em ajustes e direitos sociais

O candidato Augusto Cury (Avante) participou da sabatina da Unecs, onde defendeu ajustes na reforma tributária, argumentando que “70% da economia brasileira é composta por comércio e serviços”. Ele também propôs alterar o Bolsa Família para que beneficiários que consigam emprego ou se tornem MEI continuem recebendo o auxílio por um período de adaptação. Já Clariana Barão (Democracia Cristã) passou o dia em São Paulo, reunindo-se com lideranças partidárias e eleitores. A campanha informou que os temas abordados incluíram direitos de mulheres e crianças, igualdade salarial, combate ao feminicídio, empreendedorismo e educação.

Edmilson Costa e Flávio Bolsonaro propõem cortes e reformas

Edmilson Costa (PCB) concedeu entrevista ao canal Farol Brasil, defendendo a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, o fim do monopólio das comunicações, a recomposição do poder de compra dos brasileiros, o fim da escala 6×1 e a auditoria da dívida pública. Por sua vez, Flávio Bolsonaro (PL) participou de um “adesivaço” em Belo Horizonte e disse, em entrevista à Rádio Itatiaia, que pretende “aplicar um tesouraço” nos ministérios e cargos comissionados, reduzindo o número de pastas de 39 para 23. Ele também propôs reduzir tarifas na exportação de petróleo e na construção de data centers. Flávio Bolsonaro não compareceu à sabatina da Unecs, sendo representado por seu vice, Alfredo Gaspar, e pelo coordenador de campanha, Rogério Marinho.

Hertz Dias e Pablo Marçal buscam maior participação e descentralização

Hertz Dias (PSTU) gravou conteúdo para suas redes sociais em São Paulo. Sua plataforma inclui o controle público sobre setores estratégicos como tecnologia, indústria, infraestrutura, energia e recursos naturais, além de um foco em geração de empregos e valorização salarial. Pablo Marçal (PRTB) concedeu entrevista ao canal de Cláudio Dantas, propondo ampliar a participação popular através de ferramentas digitais e descentralizar o poder econômico, com prioridade para os estados do Nordeste.

Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado abordam gastos e vícios

Renan Santos (Missão) participou da sabatina da Unecs, apresentando a proposta de cortar R$ 200 bilhões em gastos públicos para viabilizar a queda dos juros. Ele se mostrou contrário ao fim da escala 6×1, afirmando que isso “explodiria os custos e provocaria quebradeira”. Para o Bolsa Família, propôs mecanismos de transição para o mercado formal através de um banco central de empregos municipal. Romeu Zema (Novo) reuniu-se em São Paulo com pessoas afetadas pelo vício em jogos de azar e declarou que seu primeiro ato, se eleito, seria acabar com as plataformas de apostas online, que, segundo ele, “causam uma epidemia de vício”. Ronaldo Caiado (PSD) participou do evento da Unecs, criticou a reforma tributária, especialmente a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), e propôs uma Emenda à Constituição para limitar o gasto público a um percentual do PIB, ainda em definição entre 40% e 50%.

Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi defendem reestatização e políticas públicas

Rui Costa Pimenta (PCO) participou do programa Análise da 3ª, na Rádio Causa Operária, defendendo o cancelamento de privatizações, a reestatização de empresas, aumento emergencial de salários e jornada de 35 horas semanais sem redução salarial. Wilson Grassi (Democrata) concedeu entrevista ao podcast Ibratalks, em São Paulo, defendendo a integração da causa animal às políticas públicas, a renovação do sistema tributário, o enfrentamento das filas do SUS e mais investimento em pesquisa, educação e esporte. Conforme o Campo Grande NEWS checou, os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não tiveram agenda pública nesta terça-feira (18).