Endoscopia parada há 1 ano e meio: 10 mil pacientes aguardam exame em Campo Grande

Mais de 10 mil pessoas enfrentam uma longa espera por exames de endoscopia em Campo Grande. Enquanto isso, um equipamento essencial no Centro de Especialidades Médicas (CEM) permanece ocioso há aproximadamente um ano e meio, a denúncia parte do vereador Maicon Nogueira. A paralisação se dá pela falta de um profissional especializado, o endoscopista, necessário para a realização dos procedimentos. O parlamentar tem cobrado uma solução da Secretaria Municipal de Saúde há meses, alertando para os riscos da demora no diagnóstico de doenças.

CEM sem endoscopista: um aparelho parado e mil pacientes na fila

O vereador Maicon Nogueira revelou que o equipamento de endoscopia no Centro de Especialidades Médicas (CEM) está sem uso há cerca de um ano e meio. O motivo é a ausência de um endoscopista na rede municipal. Segundo o parlamentar, a Prefeitura não tem conseguido contratar o profissional, o que impede a retomada dos atendimentos e deixa uma fila de mais de 10 mil pessoas à espera de um exame crucial para a investigação de problemas no sistema digestivo.

“Temos o equipamento, mas não temos o profissional. São mais de 10 mil pessoas esperando por um exame de endoscopia e um aparelho parado há cerca de um ano e meio porque a Prefeitura não consegue contratar um endoscopista”, lamenta o vereador Maicon Nogueira. Ele afirma já ter tratado do assunto pessoalmente com o secretário municipal de Saúde e enviado requerimentos solicitando providências, mas a situação persiste.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a demora na realização dos exames pode comprometer o diagnóstico precoce de diversas doenças. A endoscopia é fundamental para identificar alterações no sistema digestivo, e a espera prolongada pode agravar condições de saúde, como tumores e cânceres. “Quando uma pessoa não consegue fazer o diagnóstico precoce de um tumor ou de um câncer, as consequências podem ser muito maiores. Estamos falando primeiro da vida e da qualidade de vida desse paciente e, depois, do próprio custo para o município, porque uma doença diagnosticada em estágio mais avançado pode exigir um tratamento muito mais complexo”, argumenta Maicon.

Terceirização como alternativa e a busca por soluções definitivas

Diante do cenário, o vereador Maicon Nogueira questiona a possibilidade de a prefeitura contratar uma empresa terceirizada para realizar os exames enquanto o equipamento público permanece inativo. Ele exige que o poder público explique os motivos que impedem a contratação de endoscopistas para utilizar a estrutura já disponível no CEM. A falta de um profissional qualificado para operar o equipamento tem sido o principal entrave.

“Não faz sentido ter um equipamento disponível e deixar de atender milhares de pessoas por falta do profissional. Precisamos saber por que a Prefeitura não consegue contratar um endoscopista e qual é a solução definitiva para essa fila”, cobra o vereador. Ele também aponta dificuldades na rede relacionadas à disponibilidade de anestesistas, essenciais para a realização segura dos procedimentos, e pede esclarecimentos sobre como a Secretaria de Saúde pretende estruturar as equipes necessárias para a normalização dos atendimentos.

Ministério Público acionado para garantir o direito à saúde

Diante da inércia e da demora na resolução do problema, Maicon Nogueira anunciou que pretende levar o caso ao Ministério Público. O objetivo é solicitar providências urgentes para garantir a realização dos exames e, consequentemente, reduzir a extensa fila de espera. A expectativa é que a intervenção do órgão ministerial acelere a solução.

“Já conversei pessoalmente com o secretário de Saúde, já encaminhei requerimentos e estamos falando de um problema que se arrasta há meses. Agora vou buscar o Ministério Público para pedir uma providência. Precisamos de uma solução imediata para que esse equipamento volte a funcionar e essa fila comece, de fato, a diminuir”, afirma o vereador. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a situação afeta diretamente a qualidade de vida e a saúde de milhares de cidadãos.

Prioridade é colocar a estrutura em funcionamento e atender a população

Para o vereador, a prioridade máxima é colocar a estrutura já existente no CEM em pleno funcionamento e garantir a contratação de profissionais suficientes para ampliar a capacidade de atendimento. A meta é zerar a fila de espera e assegurar que nenhum paciente fique sem o exame necessário por falta de estrutura ou pessoal. O Campo Grande NEWS reforça a importância da agilidade na resolução desta questão.

“São mais de 10 mil pessoas esperando. Por trás de cada número existe alguém que precisa desse exame para descobrir o que tem e iniciar um tratamento, se necessário. Não podemos normalizar um equipamento parado enquanto milhares de pacientes aguardam. O que estamos cobrando é uma solução”, finaliza Maicon Nogueira, ressaltando a urgência da situação e a necessidade de priorizar a saúde da população.