Mais de 370 mil clientes seguem sem energia elétrica
A manhã desta quinta-feira (30) ainda reflete o cenário de caos deixado pelo forte vendaval que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Mais de 370 mil clientes continuam sem energia elétrica, enfrentando as consequências das rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h na véspera. O rastro de destruição inclui dezenas de árvores caídas, postes derrubados e transtornos significativos no transporte público, impactando a rotina de milhares de cariocas.
A concessionária Light, responsável pelo fornecimento em parte da capital e em Duque de Caxias, confirmou o número expressivo de imóveis no escuro. Equipes trabalham para restabelecer os serviços, mas a complexidade dos danos, como galhos e árvores sobre a fiação, torna a operação lenta e desafiadora. Bairros da Zona Oeste, como Campo Grande e Bangu, estão entre os mais severamente afetados pela interrupção.
As informações foram consolidadas a partir de boletins divulgados pela Light e pelo Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio), que monitora a situação na cidade. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a prioridade das equipes de emergência é desobstruir vias e garantir a segurança da população antes de avançar na recuperação da rede elétrica.
O balanço da destruição na capital fluminense
Os ventos, que atingiram seu pico na tarde de quarta-feira, deixaram um cenário de guerra em diversos pontos. Segundo o COR-Rio, no início da manhã de hoje, ainda havia pelo menos 27 ocorrências de queda de árvores aguardando atendimento. Os registros se espalham por bairros como Tijuca, Engenho Novo, Copacabana, Botafogo e, com grande intensidade, em Padre Miguel, Bangu e Campo Grande.
Durante a madrugada, as equipes da prefeitura já haviam atendido mais de 50 chamados semelhantes. Um dos maiores desafios é a remoção de árvores e galhos que caíram diretamente sobre a rede elétrica, uma situação registrada em mais de 30 locais. Além disso, a queda de um poste na Rua Zâmbia, em Bangu, complicou ainda mais o fornecimento de energia na região.
Ventos superaram os 100 km/h; veja os registros
A força do vendaval foi confirmada por dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redemet). A rajada mais intensa foi registrada no Aeroporto do Galeão, alcançando impressionantes 105,6 km/h. Outras localidades também sofreram com ventos fortíssimos, como Marambaia (95,4 km/h) e Seropédica (90 km/h).
A lista de ventos intensos, apurada pelo Campo Grande NEWS, mostra a abrangência do fenômeno, que também afetou a Costa Verde, com registros de 88,6 km/h em Paraty. Na capital, a Vila Militar (87,5 km/h) e Jacarepaguá (82 km/h) também estiveram entre as áreas mais impactadas pela ventania.
Como ficam os transportes e a previsão do tempo?
Apesar dos estragos, a maioria dos sistemas de transporte público, incluindo BRT, metrô, ônibus e barcas, iniciou a operação desta quinta-feira normalmente. A grande exceção é a rede ferroviária, onde o ramal Saracuruna opera com irregularidades. Os trens circulam com intervalos de 20 minutos entre a Central do Brasil e Gramacho, e os passageiros precisam fazer uma troca de composição em Campos Elíseos para completar o trajeto.
Para alívio dos moradores, a previsão não indica novos ventos fortes. Segundo a Climatempo, a frente fria já se afastou para o oceano. A expectativa é de ventos fracos a moderados, com um dia que começa com sol, mas terá aumento de nuvens. Há chance de chuva fraca e isolada, e a temperatura máxima não deve passar dos 28°C. O Campo Grande NEWS segue acompanhando os desdobramentos e a normalização dos serviços na cidade.


