Abastecimento pode levar até 72 horas para normalizar
Moradores de diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro e de municípios da Baixada Fluminense devem se preparar para uma terça-feira (21) com as torneiras secas ou com fornecimento de água reduzido. Uma manutenção preventiva programada pela Cedae no Sistema Guandu vai impactar diretamente o abastecimento em uma vasta área, exigindo planejamento e economia por parte da população.
O serviço essencial está agendado para ocorrer entre 4h e 22h, um período de 18 horas em que a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, uma das principais do estado, operará com apenas 50% de sua capacidade total. A medida é necessária para vistorias e reparos em equipamentos vitais do sistema.
Aproveitando a parada, as concessionárias responsáveis pela distribuição, como Águas do Rio, Iguá Rio e Rio+Saneamento, também realizarão obras próprias para melhorar suas redes. A principal informação para o consumidor é que, mesmo após o término do serviço da Cedae às 22h, a normalização do abastecimento não será imediata. O processo será gradual e, segundo as empresas, pode levar até 72 horas ou mais para ser totalmente restabelecido, especialmente em áreas mais altas e distantes da rede.
Quais cidades e bairros serão mais afetados?
O impacto da manutenção varia conforme a região e a concessionária. A Águas do Rio informou que haverá interrupção total do fornecimento em quatro municípios da Baixada Fluminense: Belford Roxo, Mesquita, Queimados e São João de Meriti. O corte também afetará bairros de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.
Na capital, a interrupção será completa nos seguintes bairros da Zona Norte: Acari, Anchieta, Barros Filho, Coelho Neto, Colégio, Cordovil, Costa Barros, Irajá, Jardim América, Parada de Lucas, Parque Colúmbia, Pavuna, Vigário Geral e Vista Alegre.
Além disso, diversas outras localidades da cidade do Rio poderão sentir uma redução na pressão da água ou fornecimento intermitente. A lista inclui o Centro e bairros como Catete, Flamengo, Glória, Laranjeiras, São Cristóvão, Ilha do Governador e grandes complexos como Alemão e Maré.
Impacto nas Zonas Oeste e Sul
Na área de cobertura da Iguá Rio, a manutenção pode causar baixa pressão ou interrupções temporárias. Os bairros que podem ser afetados incluem Barra da Tijuca, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá e comunidades como Rio das Pedras e Muzema. A empresa reforça que o serviço será normalizado gradualmente após a retomada da produção no Guandu.
Já os clientes da Rio+Saneamento na Zona Oeste devem ficar atentos. A concessionária prevê redução no abastecimento para 24 bairros da região e também para a localidade de Canto do Rio, em Seropédica. Entre as áreas afetadas estão bairros populosos como Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Realengo e Paciência. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a recomendação para os moradores é de uso consciente da água.
Como se preparar para a falta d’água?
A principal orientação das concessionárias para a população é reservar água em cisternas e caixas d’água para as atividades essenciais durante o período de instabilidade. É fundamental evitar o desperdício, adiando tarefas que consomem grande volume de água, como lavar roupas, carros e quintais.
Ações simples, como tomar banhos mais curtos e fechar a torneira ao escovar os dentes, fazem grande diferença. Essa economia prévia ajuda a garantir que a água reservada dure até que o fornecimento seja completamente normalizado. O Campo Grande NEWS acompanha a situação para manter os moradores informados sobre o andamento dos serviços.
As empresas informaram que o abastecimento por meio de caminhões-pipa será priorizado para atender serviços essenciais, como hospitais, clínicas e unidades de pronto atendimento (UPAs), garantindo que não haja desassistência. Para os demais consumidores, a paciência e o consumo consciente serão os melhores aliados, como atesta o portal Campo Grande NEWS ao agregar informações de utilidade pública para a região.


