A intersecção entre as avenidas Rachid Neder e Monte Castelo, em Campo Grande, está prestes a passar por uma transformação significativa. As equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) iniciaram nesta segunda-feira (20) os trabalhos para nivelar um poço de visita da rede de drenagem, um passo crucial antes da retirada da rotatória, prevista para esta terça-feira (21). A mudança marca o início da preparação do cruzamento para a instalação de semáforos, um projeto aguardado por muitos, mas que também gera apreensão entre os residentes locais.
A remoção da rotatória, que também dá acesso à Rua Arthur Jorge, faz parte de um reordenamento viário mais amplo na região do Bairro São Francisco. Embora os semáforos tenham sido instalados há meses, eles permanecem desligados, e a prefeitura ainda não definiu a data de ativação ou como será a programação dos tempos semafóricos. A expectativa é de uma melhora na circulação de veículos, mas a preocupação com possíveis congestionamentos e alagamentos em dias chuvosos persiste, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
Moradores acompanham de perto as mudanças. A advogada Danielle Aragão, que reside na Avenida Monte Castelo, expressa uma mistura de expectativa e receio. Ela acredita que a retirada da rotatória pode otimizar o fluxo de carros, mas teme dificuldades para sair de casa. “Quando fechar, vai ser impossível, porque forma fila de carro. Mas talvez tirando rotatória o fluxo seja melhor e consiga passar mais carros”, pondera. Atualmente, Danielle relata que leva entre cinco e oito minutos para sair de casa nos horários de pico, descrevendo o trânsito como “travado”.
Do outro lado da avenida, a recepcionista de pet shop Jenniffer Huss, de 38 anos, vê a mudança com otimismo. “Acho que sem rotatória vai melhorar muito”, afirma. Ela aponta que a rotatória atual muitas vezes causa lentidão pela falta de prioridade de alguns motoristas e por carros que param no meio do cruzamento. A abertura recente de um posto de combustíveis em uma das esquinas também intensificou as manobras e o fluxo na região, segundo Jenniffer, o que pode ser aliviado com o novo sistema.
Preparativos para a nova sinalização
O trabalho de nivelamento do poço de visita, realizado pela Sisep, é fundamental para garantir que a nova infraestrutura de semáforos se integre perfeitamente à via. A estrutura da rede de drenagem precisa estar alinhada com o nível do novo asfalto para evitar problemas futuros, como desníveis ou acúmulo de água. A ação desta segunda-feira adiou a retirada da rotatória, que estava inicialmente prevista para o mesmo dia, mas garante a continuidade do cronograma.
Expectativas e receios dos moradores
Apesar da esperança por um trânsito mais organizado, a comunidade local também levanta preocupações. Uma delas é o comportamento do cruzamento em dias de chuva. Moradores relatam que o local já é conhecido por pontos de alagamento, e a substituição da rotatória por asfalto pode impactar a drenagem. “Não vai ter rotatória com terra para fazer drenagem”, comenta um morador, evidenciando a necessidade de um plano eficaz de escoamento de água.
A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) já indicou rotas alternativas para o período de intervenções. Para quem se desloca dos bairros ao Centro, as ruas 13 de Junho e José Alberto Pereira são as opções. No sentido oposto, os motoristas podem utilizar as ruas 25 de Dezembro e Pio Rojas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a circulação no cruzamento poderá ser bloqueada ou parcialmente interrompida durante os trabalhos de remoção e instalação.
O futuro sem a rotatória
A expectativa geral é que a implantação dos semáforos traga mais ordem e previsibilidade ao trânsito na região. O fluxo de veículos, especialmente nos horários de pico, tem sido um desafio constante para os moradores e comerciantes locais. A promessa é de uma circulação mais fluida, com tempos de espera mais controlados e uma divisão mais justa do espaço viário. O Campo Grande NEWS acompanha de perto os desdobramentos desta importante obra para a mobilidade urbana da cidade.
A falta de informação sobre a data de ativação dos semáforos e a programação dos tempos ainda gera incertezas. No entanto, a comunidade confia que a mudança trará benefícios a longo prazo, melhorando a qualidade de vida e a segurança no trânsito. A transição da rotatória para o sistema semafórico é um marco no reordenamento viário e promete redefinir a dinâmica de um dos cruzamentos mais movimentados de Campo Grande.

