A pesquisadora alemã Lydia Theresia M öcklinghoff, de 45 anos, que perdeu a vida em um trágico acidente aéreo no dia 3 de julho em Campo Grande, recebeu uma despedida emocionante na tarde desta sexta-feira (17). Enquanto amigos e colegas prestavam as últimas homenagens em uma cerimônia no Crematório de Campo Grande, a família de Lydia realizava uma oração simultânea a cerca de 9 mil quilômetros de distância, na Alemanha. A cerimônia, marcada pela serenidade e pela música de flauta, reuniu um pequeno grupo de pessoas que compartilharam momentos importantes com a cientista em sua jornada pelo Pantanal, conforme relatado pelo Campo Grande NEWS.
O caixão, adornado com uma fotografia que retratava a alegre pesquisadora, foi o centro das atenções. Cada um dos presentes recebeu uma rosa branca e, em um gesto de carinho e respeito, depositou a flor sobre a urna. A melodia suave de uma flauta preencheu o ambiente, acompanhando a queda das pétalas e a lenta condução do corpo para a cremação. O rito ocorreu duas semanas após o acidente que tirou a vida de Lydia, quando o avião em que estava decolou do Aeroporto Santa Maria, na zona rural de Campo Grande. O advogado que representa a família e funcionários do crematório também estiveram presentes, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
Entre os presentes, Manoela Bernardi, amiga de longa data de Lydia, emocionou-se ao ler uma mensagem preparada pela mãe da pesquisadora. O texto ressaltava a personalidade vibrante de Lydia, sua paixão pelo Pantanal, pelo Brasil e pelos animais, e seu jeito carinhoso de encarar a vida. Manoela, que conhecia Lydia há mais de duas décadas e a considerava como uma irmã, também falou em nome dos amigos e da comunidade pantaneira, desejando paz para a pesquisadora e que ela continuasse a espalhar alegria no plano espiritual.
A amizade entre Manoela e Lydia nasceu há mais de vinte anos, quando Manoela trabalhava como guia no Pantanal e Lydia desenvolvia suas pesquisas com tamanduás na Fazenda Barranco Alto, em Aquidauana. A convivência anual, muitas vezes por longos períodos, transformou a relação profissional em uma profunda amizade. “Ela era fantástica. Uma pessoa alegre, carinhosa e muito boa de estar ao lado. Era muito bom conviver com ela. Por isso, toda a comunidade do Pantanal sentiu muito essa perda”, desabafou Manoela.
Lydia dedicava, em média, três meses por ano ao Pantanal, um lugar que aprendeu a amar intensamente. Chegou ao Brasil sem conhecer o país, aprendeu português, mesmo que de forma

