Novo terminal de Campo Grande promete transformar a Zona Oeste

Uma nova era para o transporte na região

A Zona Oeste do Rio de Janeiro se prepara para uma grande transformação em sua mobilidade urbana com a apresentação do projeto do novo Terminal Intermodal de Campo Grande. A estrutura, que promete ser um marco para a região, busca centralizar dezenas de linhas de ônibus e facilitar a vida de milhares de passageiros que circulam diariamente pelo bairro, um dos mais populosos da cidade.

Com um investimento previsto de R$ 81,1 milhões, o terminal será construído em uma área estratégica de 22,2 mil metros quadrados, posicionada entre a Estrada da Caroba e a Rua Campo Grande. O principal objetivo é criar um polo de integração com o já existente Terminal BRT Campo Grande, otimizando o tempo de deslocamento e oferecendo mais conforto e segurança aos usuários.

O projeto ambicioso faz parte de uma reestruturação maior do sistema de transportes da cidade. A integração de linhas municipais e intermunicipais em um único ponto é vista como uma solução para gargalos históricos do transporte público na Zona Oeste. As informações foram apresentadas pela Prefeitura do Rio neste sábado (11).

Estrutura e capacidade do novo terminal

O design do novo terminal foi pensado para maximizar a eficiência e o conforto. A estrutura será dividida em dois níveis, com acessos independentes e conexão interna. O pavimento inferior terá entrada pela Rua Campo Grande, enquanto o superior será acessado pela Rua Padre Pauwels. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, uma passarela conectará os dois pavimentos ao Terminal BRT, garantindo uma transição fluida para os passageiros.

A capacidade operacional é um dos destaques, projetada para receber cerca de 60 ônibus simultaneamente. O pavimento superior, com 13,2 mil metros quadrados, contará com três plataformas cobertas, área de apoio para motoristas, sanitários e estruturas de acessibilidade, como elevadores e escadas. O pavimento inferior, com 8,9 mil metros quadrados, também terá plataformas acessíveis e abrigará a parte administrativa e de suporte.

Integração de 33 linhas municipais e intermunicipais

Quando estiver em plena operação, o terminal vai unificar 33 linhas de ônibus. Serão 21 linhas municipais da primeira fase do novo sistema de concessão, o Sistema RIO, que atenderão bairros como Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba. O foco é melhorar o atendimento local e a capilaridade do transporte.

Além disso, outras 12 linhas intermunicipais serão integradas, conectando a capital a importantes cidades da Baixada Fluminense, como Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias. Essa centralização deve reduzir significativamente o tempo de conexão e deslocamento para quem depende do transporte público para trabalhar ou estudar.

Mais dignidade e qualidade para o passageiro

O prefeito Eduardo Paes destacou que o objetivo central é elevar a qualidade do serviço oferecido à população. “O Terminal Intermodal de Campo Grande vai concentrar os novos ônibus da região e melhorar a qualidade do embarque, dar mais segurança, mais condições e dignidade para o passageiro da Zona Oeste”, afirmou o prefeito.

Ele comparou a transformação esperada para os ônibus comuns com a que foi realizada no sistema BRT. “Com os ônibus novos, a população vai ter previsibilidade e qualidade no sistema, da mesma forma que tem hoje nos BRTs: fazer com o sistema de ônibus comuns a mesma transformação que fizemos com os BRTs”, declarou Cavaliere, em uma fala que, segundo o Campo Grande NEWS checou, reforça o compromisso com a melhoria contínua do transporte.

Prazo e infraestrutura adicional

Após a conclusão do processo de licitação, a previsão é que as obras sejam executadas em até dois anos. O projeto vai além das plataformas de embarque e desembarque. Para fomentar a economia local e oferecer mais serviços aos usuários, está prevista a implantação de 10 quiosques destinados ao comércio.

Pensando na intermodalidade, o empreendimento também contará com um bicicletário, incentivando a integração entre o transporte público e as bicicletas. Essa é uma medida que, conforme analisado pelo Campo Grande NEWS, está alinhada às tendências de mobilidade sustentável nas grandes metrópoles, oferecendo mais uma opção de deslocamento para os cidadãos da Zona Oeste.