São Julião recebe R$ 9,4 milhões para turbinar fila de cirurgias e exames no SUS

O Hospital São Julião agora faz parte do programa Vira CG Saúde, iniciativa da Prefeitura de Campo Grande focada em reduzir a longa espera por exames e cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS). A assinatura do convênio, que destina aproximadamente R$ 9,4 milhões à unidade, foi realizada pela prefeita Adriane Lopes. Este aporte financeiro visa expandir significativamente a capacidade de atendimento, trazendo alívio para milhares de campo-grandenses que aguardam por procedimentos médicos.

Desde maio, quando o programa foi lançado, o Hospital São Julião já demonstrou sua capacidade operacional, realizando mais de 1.500 atendimentos. Deste total, cerca de mil foram procedimentos oftalmológicos, como cirurgias de catarata e estrabismo, além de mais de 400 cirurgias gerais e 70 urológicas. O novo repasse, estimado em R$ 4 milhões, permitirá a inclusão de novas especialidades, como cirurgias ortopédicas, e a ampliação de exames diagnósticos, como colonoscopias e endoscopias, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

A prefeita Adriane Lopes destacou a importância do investimento e do programa Vira CG Saúde. “Hoje nós estamos aqui no dia D da cirurgia, são 9 milhões e 400 mil reais investidos, mais de 2.580 cirurgias e procedimentos serão realizados aqui no Hospital São Julião e nós vamos seguir trabalhando com o Vira CG Saúde, um projeto para operar, fazer exames e trazer aí uma resposta rápida na área da saúde para os campo-grandenses”, declarou Lopes. Ela lembrou que o programa abrange seis hospitais, já contemplando a Funcraf, Hospital Alfredo Abraão, Hospital do Pênfigo e Maternidade Cândido Mariano.

O diretor técnico do Hospital São Julião, Augusto Afonso de Campos Brasil Filho, ressaltou o compromisso da unidade com o atendimento SUS. “É uma grande responsabilidade e somos cobrados a todo tempo pelo nosso presidente em ter esta comissão, essa preocupação. E, por isso, nós vamos puxando um pouco o hospital de um lado e de outro. Eu começo a achar que o hospital tem uma elasticidade fora do habitual, porque o nosso centro cirúrgico potencializa um volume de cirurgias que, com todo respeito, não é todo lugar que consegue atingir os números que a gente consegue em termos de assistência cirúrgica”, afirmou.

A senadora Tereza Cristina também comentou sobre a necessidade de reforçar a saúde em Campo Grande. “Porque atende a população de Campo Grande, principalmente na saúde, e também atende boa parte das outras pessoas que precisam dos serviços. E onde é que eles vêm, a Campo Grande. É aqui que eles se socorrem, porque temos uma saúde de qualidade, hospitais excelentes”, salientou.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, explicou que zerar a fila do SUS é um desafio, mas que o investimento atual deve diminuir o tempo de espera. Atualmente, a média de espera é de cerca de um ano, com priorização baseada em classificação de risco. As maiores demandas concentram-se em cirurgias ortopédicas de alta complexidade, além de procedimentos de média complexidade, como cirurgias de vesícula, intestino, bexiga, urologia e bariátrica, segundo informações do Campo Grande NEWS.

A iniciativa Vira CG Saúde tem um plano ambicioso, prevendo mais de 24,8 mil atendimentos e investimentos totais que ultrapassam os R$ 60 milhões, com recursos viabilizados em parceria com a bancada federal. O objetivo é claro: diminuir as filas e oferecer saúde de qualidade para os cidadãos de Campo Grande.