A categoria dos professores da rede municipal de Campo Grande está mais perto de ter um reajuste salarial aprovado. Após quatro reuniões de negociação entre representantes da Prefeitura e do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), um entendimento foi alcançado sobre o pagamento do reajuste previsto na política do Piso Nacional do Magistério. O compromisso deve ser oficializado na manhã de segunda-feira (6), com a assinatura das partes envolvidas. Contudo, a palavra final sobre a aceitação da proposta caberá à assembleia geral da categoria, marcada para a próxima semana, conforme apurou o Campo Grande NEWS.
O acordo em pauta contempla o reajuste de 5,4%, referente à atualização do Piso Nacional do Magistério. A Prefeitura de Campo Grande e o ACP concordam que este valor não será parcelado, o que representa um ponto positivo para os educadores, que já rejeitaram propostas anteriores por considerá-las insatisfatórias. A única pendência a ser definida é a data de início da aplicação do reajuste, com as opções em debate sendo agosto ou setembro.
Avanço nas negociações e ponto pendente
A reunião que selou o entendimento ocorreu no gabinete da Prefeitura de Campo Grande e contou com a participação do presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, do secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, e do vereador Professor Riverton (PP), representando a Câmara Municipal. Segundo o presidente do sindicato, o avanço nas negociações é significativo, pois garante o pagamento dos 5,4% reivindicados ainda neste ano.
O ponto que ainda permanece em discussão, e que será levado para a decisão dos professores em assembleia, é a data exata em que o reajuste passará a valer. A possibilidade de início em agosto ou setembro está em análise, mas, independentemente da escolha, o valor integral será pago sem parcelamento. Gilvano Kunzler Bronzoni ressaltou que, apesar do avanço, o acordo ainda não é definitivo. “Agora temos que esperar assinar na segunda-feira. O sindicato vai levar a proposta para a categoria, que vai avaliá-la em assembleia. Hoje, a mesa de negociação entre ACP e Executivo bateu o martelo de que eles pagam os 5%, ficando apenas a definição se será em agosto ou setembro. Depois da assinatura, a proposta será levada para a assembleia dos professores”, explicou.
Pagamento integral e rejeição de propostas anteriores
Outro aspecto crucial abordado durante as negociações foi a forma de pagamento. Tanto o sindicato quanto a prefeitura defendem firmemente que o reajuste não seja parcelado. A prefeita também demonstrou ser contrária ao parcelamento, buscando uma solução que evite descrédito político e conflitos com a categoria. “É um entendimento tanto da prefeita quanto uma exigência nossa que não seja parcelado”, afirmou Gilvano.
As negociações se intensificaram nos últimos dias, especialmente após a rejeição de duas propostas anteriores pela categoria. Em 6 de julho, o sindicato informou que recusou uma oferta da administração municipal que previa o pagamento integral dos 5,4% apenas em dezembro de 2026. Anteriormente, em 24 de junho, os professores já haviam rejeitado uma proposta que consistia em um reajuste de 3,4%, a ser pago em duas parcelas de 1,7%. A posição firme dos professores em buscar um reajuste mais vantajoso e imediato foi crucial para o avanço nas discussões atuais, como apontado pelo Campo Grande NEWS.
Importância da assembleia para a decisão final
A decisão final sobre o reajuste salarial do Piso Nacional do Magistério em Campo Grande caberá, em última instância, aos próprios professores. A assembleia que ocorrerá na próxima semana será o palco onde os educadores debaterão e votarão os termos negociados entre o ACP e a Prefeitura. A transparência no processo e a participação ativa da categoria são fundamentais para garantir que os interesses dos profissionais da educação sejam atendidos. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o desdobramento deste caso, trazendo as informações mais relevantes para a comunidade escolar.

