Pesquisadora alemã gravou saída do Rio antes de acidente aéreo fatal
A jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff compartilhou com seus seguidores um vídeo de sua viagem saindo do Rio de Janeiro na quinta-feira (2), apenas um dia antes de sua morte trágica. Ela e o piloto, Henrique Martin, faleceram na manhã de sexta-feira (3), após a queda do avião em que viajavam em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O registro, que se tornou sua última publicação, mostrava a vista da janela da aeronave, com a legenda traduzida: “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”.
O destino da zoóloga era o Pantanal, bioma pelo qual era apaixonada e onde desenvolvia pesquisas importantes. A viagem, contudo, foi interrompida de forma abrupta e fatal.
A aeronave, um Cessna Piper Sêneca, foi encontrada em uma área de mata fechada, a poucos metros do local de onde havia decolado. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a queda foi seguida por uma explosão, que não deixou sobreviventes.
A comunidade local e internacional lamenta a perda de uma profissional dedicada à vida selvagem e de um piloto experiente. A investigação sobre as causas do acidente já está em andamento para esclarecer o que levou à queda da aeronave.
Uma paixão pelo Pantanal
Lydia Möcklinghoff não era apenas uma turista no Brasil. Como zoóloga, jornalista e podcaster, ela dedicou parte de sua carreira ao estudo da vida selvagem, com um foco especial no Pantanal. Em suas redes sociais, ela compartilhava registros fascinantes de suas expedições e da fauna local.
Em 2024, ela já havia visitado o bioma, e postagens mais antigas revelam seu envolvimento profundo com a pesquisa na região. Em 2018, Lydia descreveu seu trabalho com armadilhas fotográficas para estudar o tamanduá, conhecido como papa-formiga.
“Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro”, escreveu a pesquisadora, em tradução livre. “Nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, completou ela, demonstrando seu entusiasmo pela descoberta científica.
O piloto e o amor pela aviação
O piloto da aeronave, identificado como Henrique Martin, também teve sua vida ceifada no acidente. Assim como Lydia, ele usava as redes sociais para compartilhar sua grande paixão: a aviação. Seus perfis eram repletos de registros de voos, mostrando a beleza e a liberdade que sentia ao pilotar.
A aeronave, segundo informações do proprietário do aeródromo, pertencia a uma empresa de táxi-aéreo e estava devidamente habilitada para realizar voo por instrumento, o que sugere que o equipamento era adequado para as condições. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a manutenção e a documentação do avião serão peças-chave na investigação.
Detalhes da queda fatal
O acidente ocorreu nas primeiras horas da manhã de sexta-feira. Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas pela aeronave na região do Aero Rural logo cedo, após relatos de um forte estrondo. O avião foi encontrado horas depois, em uma área de mata a cerca de 50 metros do local da decolagem.
Um trabalhador que passava pela região foi quem localizou os destroços. O proprietário do aeródromo, Eder Correa, relatou ter ouvido um barulho por volta das 6h30 e sentido o chão tremer, indicando a violência do impacto. O som da queda foi tão intenso que, segundo o Campo Grande NEWS, foi captado por uma câmera de segurança de um condomínio na BR-262.
De acordo com informações preliminares, a aeronave teria explodido logo após a queda. Este trágico evento marca o primeiro acidente aéreo registrado em Mato Grosso do Sul em 2024. A investigação oficial buscará determinar as causas exatas, como o Campo Grande NEWS continuará acompanhando de perto.


