PCC em SC: Operação mira facção com 126 prisões e apreensões em presídio de MS

A força-tarefa contra o crime organizado em Santa Catarina deflagrou a Operação Coluna Sul, resultando em um expressivo número de prisões e apreensões em seis estados brasileiros. O foco principal da operação é desarticular a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em território catarinense e em outras regiões do país. A ação já é considerada a maior já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do estado, com desdobramentos que chamam atenção pela sua abrangência e pelos materiais recolhidos.

A operação, que teve início com investigações em 2021 e ganhou força com novas apurações em 2024, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão simultaneamente em diversos estados. O objetivo é enfraquecer a estrutura e as finanças da facção criminosa, que tem expandido suas atividades ilícitas.

Um dos pontos de maior destaque da operação ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde duas pessoas foram presas. As prisões aconteceram durante o cumprimento de mandados no Estabelecimento Penal Jair Ferreira Carvalho, conhecido como presídio de segurança máxima, localizado em Campo Grande. Além das prisões, as equipes do Gaeco apreenderam diversos celulares e porções de maconha dentro da unidade prisional. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa apreensão em presídio de segurança máxima demonstra a dificuldade em conter a comunicação e o tráfico de drogas mesmo em locais de alta vigilância.

A Maior Operação do Gaeco em Santa Catarina

Wilson Paulo Mendonça Neto, coordenador estadual do Gaeco, ressaltou a magnitude da Operação Coluna Sul. “Trata-se da maior operação já realizada pelo grupo”, afirmou, enfatizando o cumprimento simultâneo de mandados em seis estados. Essa ação coordenada demonstra um esforço concentrado para combater o avanço de organizações criminosas que atuam de forma transnacional.

Ao todo, a Operação Coluna Sul resultou em 126 prisões em todo o país. Santa Catarina lidera o número de detidos, com 99 pessoas presas, sendo 71 dentro do sistema prisional, 39 em liberdade e uma em flagrante. No Rio Grande do Sul, foram cinco presos, dois deles em flagrante. O Paraná registrou oito prisões, São Paulo contabilizou 12 detidos, incluindo três em flagrante, e Minas Gerais teve uma prisão em flagrante. Em Mato Grosso do Sul, como já mencionado, duas pessoas foram presas.

Confronto e Morte no Paraná

A operação não ocorreu sem incidentes. No Paraná, equipes policiais foram recebidas a tiros por suspeitos durante o cumprimento dos mandados. Houve um confronto direto que mobilizou reforço policial. Infelizmente, um integrante da facção morreu após trocar tiros com os agentes. O suspeito portava uma pistola equipada com seletor de rajada, evidenciando a periculosidade dos indivíduos envolvidos.

O delegado Roberto Marin Fronza explicou que a fase atual da operação é o resultado de uma investigação iniciada em 2024, mas que se baseia em provas coletadas desde 2021. A análise detalhada dessas evidências permitiu a identificação de dezenas de suspeitos ligados à organização criminosa em diferentes estados, o que justificou a expedição dos mandados de prisão e de busca e apreensão.

Materiais Apreendidos e Próximos Passos

Os celulares, drogas e outros materiais apreendidos nas diversas localidades, incluindo o presídio de Campo Grande, serão submetidos à perícia da Polícia Científica de Santa Catarina. A expectativa é que os laudos periciais forneçam informações cruciais para o avanço das investigações. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, esses elementos servirão como base para novas etapas da operação e poderão embasar futuras ações judiciais contra os membros da facção.

A investigação conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, em Santa Catarina, visa não apenas prender os envolvidos, mas também desmantelar a estrutura financeira e operacional do PCC. A apreensão de celulares, por exemplo, é fundamental para a análise de comunicações, planos e redes de contato da organização. A informação sobre as apreensões em Campo Grande, detalhada pelo Campo Grande NEWS, reforça a estratégia de inteligência em buscar informações diretamente de dentro do sistema prisional, onde muitas ordens criminosas ainda são dadas.

As prisões e os materiais recolhidos nesta fase da Operação Coluna Sul são considerados um **subsidio fundamental** para o avanço das investigações. O Gaeco de Santa Catarina confia que as evidências coletadas permitirão a identificação de outros membros da facção e a desarticulação de novas células criminosas. A força-tarefa segue empenhada em **frear o avanço do PCC** em Santa Catarina e em todo o Brasil, promovendo a segurança pública e combatendo a criminalidade organizada.

A colaboração entre os estados e as diferentes forças de segurança foi **essencial** para o sucesso da operação. A troca de informações e o planejamento conjunto permitiram uma ação rápida e eficaz contra um inimigo comum. A continuidade das investigações e a possibilidade de novas fases da Operação Coluna Sul indicam que a luta contra o crime organizado está longe de terminar, mas que as autoridades estão cada vez mais preparadas para enfrentar esse desafio.