A Prefeitura de Campo Grande anunciou nesta terça-feira (30) a liberação de R$ 11,4 milhões para o Hospital Adventista do Pênfigo, que passa a integrar oficialmente o programa Vira CG Saúde. A iniciativa visa reduzir drasticamente as filas de exames e cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com os novos recursos, a unidade hospitalar realizará mais de 1,2 mil procedimentos, priorizando especialidades como laqueaduras, cirurgias gerais, ortopédicas, de coluna, bariátricas e urológicas. Conforme divulgado pela administração municipal, os primeiros atendimentos já começaram, com mais de 300 pacientes sendo convocados para consultas e avaliações pré-operatórias no mesmo dia do anúncio. O programa Vira CG Saúde, como um todo, prevê um investimento superior a R$ 60 milhões e mais de 24,8 mil atendimentos especializados em Campo Grande.
Campo Grande acelera cirurgias com R$ 11,4 milhões para o Pênfigo
A cerimônia de lançamento contou com a presença da prefeita Adriane Lopes (PP), acompanhada pelo senador Nelsinho Trad (PSD) e pelo deputado federal Geraldo Resende (PSDB). Estes representantes da bancada federal foram fundamentais na destinação das emendas parlamentares que viabilizam o programa. A prefeita Adriane Lopes destacou a importância do aporte financeiro para o Hospital Adventista do Pênfigo, enfatizando que os R$ 11,4 milhões serão aplicados em uma gama variada de procedimentos essenciais para a população.
“São investimentos em cirurgias de laqueadura, cirurgias gerais, ortopédicas, de coluna, procedimentos urológicos, cirurgias bariátricas e também abertura de UTIs. Nós vamos trabalhar para melhorar a qualidade de vida, avançando na área da saúde”, afirmou a prefeita durante o evento. Segundo Adriane Lopes, o programa Vira CG Saúde representa um esforço conjunto para otimizar o atendimento pelo SUS, beneficiando hospitais públicos, filantrópicos e privados que são conveniados ao sistema. A meta é clara: oferecer mais de 24,8 mil atendimentos especializados, que incluem desde exames e consultas até cirurgias de média e alta complexidade.
Desafogando a fila do SUS: um compromisso da gestão municipal
A prefeita ressaltou que o programa não se trata apenas de um lançamento, mas sim do início efetivo dos exames e cirurgias. Ela mencionou que a iniciativa já começou a operar em outras instituições, como a Funcraf e o Hospital Alfredo Abrão, demonstrando um avanço contínuo na gestão da saúde pública. Adriane Lopes também expressou o desejo de que o programa Vira CG Saúde tenha continuidade mesmo após o esgotamento dos recursos atuais, conclamando a bancada federal para que novas emendas sejam destinadas a manter essa iniciativa. Essa cobrança evidencia a necessidade de investimentos contínuos para suprir a demanda crescente por serviços de saúde.
A sobrecarga do sistema de saúde da Capital foi um ponto abordado pela prefeita. Campo Grande, segundo ela, atende a uma demanda que excede sua população residente, devido à concentração de pacientes encaminhados de diversas regiões do estado. “Esse é o motivo de a Capital atender hoje cerca de 1,6 milhão de pessoas. A nossa estrutura de saúde está sobrecarregada”, declarou. A prefeitura, conforme informou, investe mais de 30% de seu orçamento em saúde pública, mas reconhece que o montante ideal seria ainda maior, ultrapassando os 50% do orçamento.
O papel do Estado no financiamento da saúde em Campo Grande
Adriane Lopes defendeu uma maior participação do Governo do Estado no financiamento da saúde em Campo Grande. Ela argumentou que, enquanto a regionalização da assistência à saúde não se consolida plenamente, a Capital continuará absorvendo uma parcela significativa dos atendimentos de média e alta complexidade. “Nós também precisamos de mais aportes de recursos do Estado para Campo Grande, tendo em vista o atendimento da Capital e do interior”, pontuou. A prefeita descreveu a regionalização como um sonho e uma realidade futura, mas que, concretamente, ainda não se concretizou, o que gera uma sobrecarga considerável para o município.
O Hospital Adventista do Pênfigo, com 73 anos de atuação em Campo Grande, é um parceiro histórico do SUS na oferta de atendimentos de média e alta complexidade. A unidade dispõe de uma infraestrutura robusta, incluindo 20 leitos de UTI e 30 leitos de enfermaria clínica. Mensalmente, o hospital realiza cerca de 80 cirurgias gerais, 160 cirurgias ortopédicas eletivas e 160 consultas em cirurgia geral. Essa capacidade instalada é crucial para o sucesso do programa Vira CG Saúde.
Resultados e parcerias que transformam a saúde pública
Desde dezembro, o hospital já contribuiu significativamente para a redução da demanda reprimida, especialmente na ortopedia da Santa Casa, ao realizar mais de 1,2 mil cirurgias de média e alta complexidade com recursos estaduais destinados à MAC (Média e Alta Complexidade) e à urgência. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa parceria demonstra a eficácia de ações conjuntas entre diferentes esferas de governo e instituições privadas para o bem-estar da população. A colaboração entre a prefeitura e o Hospital Adventista do Pênfigo, segundo o Campo Grande NEWS apurou, é um passo importante para garantir que mais cidadãos tenham acesso a procedimentos médicos necessários, melhorando a qualidade de vida e a saúde pública da capital sul-mato-grossense.
A iniciativa Vira CG Saúde, ao canalizar recursos e esforços para hospitais como o Pênfigo, exemplifica o compromisso da gestão municipal em enfrentar os desafios da saúde pública. A expectativa é que, com a implementação efetiva dos procedimentos, a fila de espera por cirurgias eletivas diminua consideravelmente, trazendo alívio e esperança para milhares de pacientes. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos deste programa e seus impactos na vida dos campo-grandenses.

