Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida pela PM

Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida pela PM

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um dos seus seguranças. O caso está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. A decisão atende a um pedido do delegado responsável pela apuração.

A autorização de Moraes determina que o depoimento de Bolsonaro ocorra presencialmente, na próxima terça-feira (23), às 15h. O local escolhido é a residência do ex-presidente, onde ele cumpre prisão domiciliar. Essa medida surge após tentativas anteriores de intimar Bolsonaro terem sido impedidas pela equipe de segurança do ex-chefe de Estado.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, o delegado Thiago Boing, responsável pela investigação, informou que uma tentativa de intimação formal foi realizada na quinta-feira (17), mas a equipe de segurança do ex-presidente impediu o acesso. A situação demandou a intervenção do STF para garantir o andamento das investigações.

Arma de fogo e segurança pessoal sob escrutínio

A arma em questão, uma pistola Glock 9 milímetros (mm) com um carregador sobressalente, foi apreendida na noite de segunda-feira (15), por volta das 23h30. A apreensão ocorreu durante uma blitz da Polícia Militar no Pistão Norte, em Taguatinga. Um Honda Civic foi parado e o motorista, que se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.

Segundo o relato do motorista à polícia, a arma foi entregue a ele devido a uma pane e que ele a retirou no mesmo dia (15) para realizar um reparo, com a intenção de devolvê-la no dia seguinte. A defesa de Bolsonaro, por sua vez, reconheceu posteriormente que o ex-presidente é o proprietário da arma, confirmando que ela foi deixada com o segurança para ser levada para conserto.

A defesa alegou que Bolsonaro não possui proibição para manter a arma em casa. No entanto, a situação levanta questões sobre os protocolos de segurança e o porte de armamento associado a figuras públicas em prisão domiciliar. O caso ganha contornos ainda mais relevantes com a autorização de Moraes para o depoimento presencial.

Prazo para defesa de Bolsonaro sobre seguranças noturnos

Em paralelo à autorização do depoimento, o ministro Alexandre de Moraes determinou, na mesma decisão, que a defesa de Jair Bolsonaro terá um prazo de 48 horas para informar se os agentes de segurança pessoal do ex-presidente são dispensados durante o período noturno. Essa solicitação visa esclarecer a dinâmica da segurança do ex-presidente, especialmente em relação à movimentação de pessoal e armamento.

A exigência da informação sobre a dispensa dos seguranças no período noturno pode estar relacionada a questões de logística e controle, considerando a prisão domiciliar de Bolsonaro. O Campo Grande NEWS apurou que detalhes sobre a rotina de segurança são cruciais para entender o contexto da apreensão da arma.

Investigação avança com depoimento presencial

A autorização para o depoimento presencial de Jair Bolsonaro representa um passo significativo na investigação. A presença física do ex-presidente permitirá que os investigadores coletem informações detalhadas e esclareçam pontos cruciais sobre a posse e o transporte da arma de fogo. A Polícia Civil do Distrito Federal busca consolidar as evidências coletadas até o momento.

O caso da arma apreendida com o segurança de Bolsonaro tem gerado repercussão e aumenta o escrutínio sobre as atividades do ex-presidente. A decisão de Moraes reforça a atuação do judiciário em casos que envolvem figuras públicas e a aplicação da lei. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta investigação.

A apuração policial busca determinar as circunstâncias exatas da apreensão da arma e se houve alguma irregularidade no porte ou transporte. A colaboração de Bolsonaro, através do depoimento autorizado, é vista como fundamental para o encerramento desta fase da investigação. A sociedade aguarda por respostas claras sobre o ocorrido.