Casal usou documentos falsos para cometer o crime
Momentos de pânico e violência marcaram a tarde em um prédio comercial de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um casal, se passando por clientes, invadiu uma joalheria, rendeu os proprietários e protagonizou um assalto brutal. O dono do estabelecimento foi agredido por cerca de 30 minutos enquanto os criminosos recolhiam joias e outros bens de valor. A audácia da dupla chocou testemunhas e a polícia, que agora busca por informações que levem à captura dos suspeitos, que fugiram do local sem utilizar máscaras para cobrir o rosto.
O crime foi meticulosamente planejado. Para conseguir acesso ao prédio comercial, onde a segurança é geralmente mais rigorosa, o casal apresentou documentos falsos na portaria, conseguindo assim subir até o andar da joalheria sem levantar suspeitas. Uma vez dentro do estabelecimento, eles anunciaram o assalto, dando início a um pesadelo para os proprietários.
Além de todo o prejuízo material, o trauma psicológico e físico deixado pela ação violenta é imensurável. A polícia civil já está investigando o caso e trabalha com as primeiras pistas para identificar a dupla. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, celulares abandonados pelos criminosos durante a fuga foram recuperados e podem ser cruciais para o andamento das investigações.
Quem são os suspeitos do assalto?
Os responsáveis pelo crime já são conhecidos no meio policial. O homem é identificado pelo apelido de “Kambaxiha do Mandela”, e a mulher, como “Gringa do Complexo do Alemão”. A divulgação dos apelidos e o fato de terem agido de “cara limpa” podem acelerar o processo de identificação formal e captura pela polícia. A ousadia de não esconder os rostos demonstra um nível de confiança preocupante por parte dos criminosos.
A polícia analisa as imagens que conseguiu recuperar e busca outras fontes que possam ter registrado a movimentação do casal antes e depois do crime na região de Campo Grande. A colaboração da população é vista como fundamental para que a dupla seja tirada de circulação o mais rápido possível e responda pelo crime cometido.
Vítima oferece recompensa por informações
Desesperado por justiça, o proprietário da joalheria, que prefere não se identificar por segurança, está oferecendo uma recompensa no valor de R$10 mil. O dinheiro será pago a quem fornecer informações concretas e decisivas que levem à localização e prisão de “Kambaxiha do Mandela” e “Gringa do Complexo do Alemão”.
A iniciativa da vítima busca mobilizar a comunidade e acelerar a resposta das autoridades. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais da polícia. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a divulgação da recompensa tem ganhado força nas redes sociais, aumentando a pressão sobre os foragidos.
Fuga e investigação em andamento
Após a sessão de tortura e o roubo das joias, o casal tomou uma medida para tentar dificultar o trabalho da polícia. Antes de fugirem, eles levaram o HD que armazenava as imagens do circuito interno de segurança da loja, na esperança de apagar os registros de sua ação criminosa. No entanto, eles não contavam com outras câmeras no prédio e no entorno.
A Delegacia de Campo Grande (35ª DP) está à frente do caso. Os agentes já iniciaram a análise dos celulares recuperados e estão cruzando dados para traçar a rota de fuga e os possíveis esconderijos da dupla. A expectativa é que, com as informações disponíveis e a ajuda da população, a prisão dos criminosos seja uma questão de tempo, como destaca o trabalho de apuração do Campo Grande NEWS, que segue acompanhando os desdobramentos do caso.


