Ciclista é jogado da bicicleta em ciclovia bloqueada e se machuca gravemente em Campo Grande

Um ciclista identificado como Mário sofreu um grave acidente na noite de quinta-feira (11) ao se deparar com uma ciclovia bloqueada por blocos de meio-fio sem qualquer sinalização na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. O ciclista, que voltava de um treino preparatório para uma competição, foi surpreendido pela obstrução em um trecho escuro da via, resultando em uma queda que lhe causou escoriações no rosto, olho roxo, ferimentos no nariz e inchaço considerável nos joelhos e no dedão do pé. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, exames descartaram fraturas, mas Mário permanece em observação médica para avaliar possíveis lesões em ligamentos e tendões, o que o impossibilitou de trabalhar.

O incidente ocorreu na altura da Rua Elenir Amaral, próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. Mário relatou que, ao avistar o obstáculo inesperado, tentou frear bruscamente, mas a manobra fez com que a bicicleta o arremessasse por cima, caindo de cara no chão. “Quando avistei o obstáculo, já estava eu de cara no chão. Não teve o que fazer, foi só frear e a bicicleta me jogou por cima”, desabafou o ciclista, descrevendo o momento do impacto e a surpresa diante da barreira inesperada.

Ciclovia se torna perigosa por obra inacabada

A falta de sinalização adequada no local da obra foi um fator crucial para o acidente. Mário, que utilizava lanterna e equipamentos de segurança, não teve tempo de reação devido à escuridão do trecho e à ausência total de cones, placas ou fitas reflexivas. A situação é agravada pelo fato de que a via em obras faz parte de um projeto de readequação e instalação de travessias elevadas na Avenida Duque de Caxias, que, segundo relatos frequentes de ciclistas ouvidos pelo Campo Grande NEWS, tem gerado reclamações pela interrupção repentina de pistas e pela precária sinalização.

Testemunhas que presenciaram o ocorrido acionaram o Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros e encaminhou Mário para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Leblon. Apesar de os exames de raio-X não terem detectado fraturas, a preocupação agora se volta para possíveis danos em ligamentos e tendões dos joelhos, que exigem acompanhamento médico. A situação impactou diretamente a rotina de trabalho do ciclista, que se encontra impossibilitado de exercer suas atividades.

Ciclistas criticam falta de segurança e alertam para riscos

Ciclistas que frequentam a região e que auxiliaram no socorro a Mário expressaram indignação com a falta de medidas de segurança no canteiro de obras. Eles apontam que a ausência de barreiras físicas ou faixas refletivas na via em construção representa um risco iminente para todos que utilizam a ciclovia. “Geralmente a gente vem na beira da rua, que é mais tranquilo e até mais seguro para andar do que na tal da ciclovia. Aí você tenta usar o espaço que deveria ser o correto e acontece isso por causa de uma obra que os caras não finalizam e não sinalizam”, lamentou um dos ciclistas que ajudou no resgate.

O ciclista Mário, que estava em treinamento para uma competição em Piraputanga no próximo domingo, ressaltou que a falta de atenção com a sinalização de obras pode ter consequências ainda mais graves. Ele mencionou que o impacto poderia ter sido significativamente pior se ele tivesse atingido diretamente as quinas vivas dos blocos de concreto recém-instalados. A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento sobre a obra e a falta de sinalização, mas aguarda retorno, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.

A obra e os transtornos na Duque de Caxias

O trecho da Avenida Duque de Caxias onde ocorreu o acidente faz parte de um projeto maior de readequação e instalação de travessias elevadas. A intervenção, embora planejada para melhorar a infraestrutura, tem sido alvo de críticas constantes por parte da comunidade ciclística devido às interrupções abruptas e à sinalização deficiente durante a execução dos serviços. A empresa responsável pela obra é apontada como a principal responsável pela falta de precauções, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS.

A segurança dos ciclistas deve ser uma prioridade em todas as obras públicas, especialmente em vias destinadas ao tráfego de bicicletas. A falta de sinalização adequada em canteiros de obras não apenas aumenta o risco de acidentes, mas também gera desconfiança e frustração entre os usuários que buscam alternativas de transporte mais seguras e sustentáveis. A expectativa é que as autoridades competentes tomem providências para garantir que tais incidentes não se repitam, assegurando a integridade de todos os usuários da via.