Rio na porta: moradora relata isolamento em Campo Grande após chuvas

Moradores do Bairro Tijuca enfrentam caos com “rio” na porta após chuvas

A designer Eliany Martins, de 41 anos, vive uma situação de isolamento e desespero no Bairro Tijuca, em Campo Grande. Sempre que chove, mesmo que de forma leve, a Rua Maria Ribeiro de Assunção, principal via de acesso para sua residência e de outros moradores, se transforma em um verdadeiro rio, tornando-se completamente intransitável.

A dificuldade de locomoção é extrema, impedindo a passagem de carros, motos e até mesmo de serviços de transporte por aplicativo. Em dias secos, a situação não melhora significativamente, com buracos, valas e areia que agravam os problemas quando a água das chuvas se acumula, formando verdadeiras crateras e atoleiros. Eliany, que reside na região há cinco anos, relata nunca ter presenciado melhorias significativas no local e clama por medidas emergenciais.

Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação se repete a cada precipitação, gerando transtornos diários e comprometendo a qualidade de vida dos habitantes. A designer de unhas, que mora em um beco sem saída que depende da Rua Maria Ribeiro de Assunção para ter acesso ao resto do bairro, descreve o cenário com pesar.

O isolamento que a chuva traz

“Quando chove, não consigo sair de casa. Aqui não choveu muito, foi só aquela chuvinha de ontem e já fez esse estrago. Depois que chove não entra mais nada, não passa carro, não passa Uber, não passa moto. A gente fica isolado”, desabafa Eliany, que registrou a situação em vídeo ao voltar para casa com as crianças.

A dependência da rua principal é total. “Eu moro em um beco que não tem saída. Essa é a rua principal que a gente usa para tudo. Sem ela, a gente não tem como sair para outros lugares”, explica a moradora.

O problema não se restringe aos dias chuvosos. A falta de manutenção da via resulta em um acúmulo de areia, valas abertas e buracos profundos que, com a chuva, se transformam em obstáculos intransponíveis. “Durante o dia a dia fica cheia de valas, buracos e areia. Quando vem a chuva, vira essa situação. Mais para a frente tem crateras. Já atolou carro várias vezes aqui”, relata.

Motoristas de aplicativo cancelam corridas e agravam o isolamento

A dificuldade de acesso afeta diretamente a mobilidade e a rotina dos moradores. Motoristas de aplicativos, cientes da precariedade da rua, frequentemente cancelam corridas ao identificarem o endereço, deixando os residentes sem opções de transporte.

“Chega o dia de chuva e os Ubers cancelam porque já conhecem a rua. A gente fica isolado”, lamenta Eliany. Essa situação é recorrente e causa grande frustração, especialmente em situações de emergência ou quando é necessário se deslocar para compromissos importantes.

Cinco anos de descaso e apelo por melhorias

Eliany Martins reside na região há cinco anos e afirma que, durante todo esse período, nunca presenciou melhorias substanciais na Rua Maria Ribeiro de Assunção. O cenário de abandono se mantém, e a esperança por uma solução definitiva parece distante.

“Desde que me mudei para cá é assim. Faz tempo que a gente passa por isso. Pelo menos poderiam jogar cascalho ou fazer alguma coisa para acabar com esse sofrimento”, pede a moradora, clamando por medidas paliativas que possam amenizar os transtornos enquanto uma solução estrutural não é implementada.

A reportagem do Campo Grande NEWS buscou informações sobre possíveis obras ou planos de manutenção para a Rua Maria Ribeiro de Assunção, mas até o momento, não obteve resposta oficial. A situação na Tijuca expõe a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura urbana para garantir a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a falta de atenção a bairros periféricos é uma queixa antiga de moradores da região.

Este caso foi sugerido por um leitor que enviou mensagem através do canal Direto das Ruas, evidenciando a importância da participação popular na denúncia de problemas urbanos.