A menos de duas semanas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, a cidade de Campo Grande já respira o clima do Mundial. Neste sábado (30), o ex-atacante Viola, campeão do mundo em 1994, marcou presença em uma ação voltada a colecionadores do álbum oficial da Copa, promovida pela rede de Supermercados Comper, atraindo dezenas de crianças e famílias aos pontos de troca de figurinhas.
O craque relembrou a conquista do tetracampeonato e, em tom descontraído, analisou a atual equipe brasileira. Viola admitiu que o time pode não estar no auge da preparação, mas ressaltou a força histórica do Brasil, confiante de que a Seleção pode ir longe na competição que se inicia em 12 de junho.
Durante o encontro, Viola compartilhou memórias emocionantes da conquista nos Estados Unidos, falou sobre as expectativas para a nova geração de jogadores e, com bom humor, chegou a brincar sobre seu papel na vitória contra a Itália na final. Integrante do elenco de 1994, comandado por Carlos Alberto Parreira, o ex-atacante entrou nos minutos finais da prorrogação da decisão, que terminou em 0 a 0 e foi definida nos pênaltis após o erro de Roberto Baggio.
Ao relembrar o momento que garantiu o tetracampeonato, o jogador arrancou risadas da plateia. “Vou contar uma pequena parte. Na verdade, eu fui um dos responsáveis por trazer o título para o Brasil. No momento em que o Baggio ia bater o pênalti, eu fui lá, puxei o cabelo dele e falei uma grande besteira que eu não posso repetir aqui”, brincou Viola.
A importância de manter viva a história do futebol brasileiro
Enquanto distribuía autógrafos e tirava fotos com os fãs, Viola destacou a importância de ver crianças e adolescentes conhecendo jogadores que marcaram época no futebol brasileiro, mesmo sem terem acompanhado as conquistas de 1994 e 2002. Para o ex-atacante, o legado dos grandes craques é passado de geração em geração.
“É uma geração diferente, né? Esses garotos praticamente não viram a seleção de 1994 ser campeã, nem a de 2002. Agora eles estão esperando a Copa de 2026. Teve também a Copa aqui no Brasil, em 2014, e muitos não tiveram oportunidade de acompanhar tudo isso. Mas acho que é assim mesmo. Pelo menos no meu entendimento, os pais acabam passando para eles quem foram os grandes jogadores, mostrando que fulano, ciclano e beltrano eram os top dos top. Isso nos deixa muito felizes. Agora vamos torcer para que essa geração possa ver o nosso hexa e se encantar com essa conquista”, declarou Viola.
Análise da Seleção Brasileira para a Copa de 2026
Viola também avaliou o momento da Seleção Brasileira. Para ele, algumas seleções chegam mais preparadas ao Mundial, mas a tradição brasileira segue sendo um diferencial importante. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, o ex-atacante comparou a situação com a do Corinthians, que, mesmo criticado, frequentemente surpreende.
“Na verdade, é um futebol diferente. Acho que as seleções de fora estão melhor preparadas, mas Brasil é Brasil. Eu não gosto muito de falar de agremiações, mas é como o Corinthians: sempre falam que está ruim, que está ruim, mas muitas vezes chega para vencer. E por que não a nossa seleção? Totalmente preparada eu acho que não está. Vai precisar de um tempo para se ajustar, até mesmo durante a competição. Mas nós somos brasileiros e temos que acreditar sempre. Eu acredito que o Brasil possa ir muito longe. Não sei se será campeão, mas pode chegar muito longe dentro da competição”, analisou.
A mentalidade de um campeão de Copa do Mundo
Com a experiência de quem disputou uma Copa do Mundo e levantou a taça mais cobiçada do futebol, o ex-atacante afirmou que a principal diferença para os jogadores é a mudança de mentalidade após a convocação. A euforia inicial deve dar lugar ao foco absoluto para a busca pelo título.
“É um clima fantástico, porque o mundo para assistir às seleções. É um evento que acontece de quatro em quatro anos. A euforia e a emoção começam quando você é convocado. Você pensa: ‘Poxa, estou na Copa do Mundo’. Depois disso, é preciso se blindar um pouco, deixar a emoção de lado e agir com foco, porque não adianta ser convocado e não acontecer nada. Você precisa treinar, estar preparado e concentrado para buscar o título”, explicou.
Disciplina e foco: os segredos para a conquista
Segundo Viola, o Brasil precisará encontrar rapidamente o equilíbrio entre juventude e experiência para competir com seleções que vêm apostando em elencos cada vez mais jovens. O tempo de preparação é curto, exigindo máxima disciplina e agilidade.
“Todo mundo tem pouco tempo para treinar, não é só o Brasil. Então é preciso ter disciplina, foco, agilidade e rapidez para entrar em campo e vencer. São oito jogos para ser campeão e cada partida é uma final. Não dá para pensar em recuperar depois. Em 1994, nós encarávamos cada jogo exatamente assim: uma final. Ganhava uma, vinha outra final. Eu espero que seja assim novamente. Vamos torcer, porque Brasil é Brasil e acredito que, no mínimo, a seleção vai longe”, concluiu Viola, em declarações repercutidas pelo Campo Grande NEWS.
Revelado pelo Corinthians, Viola construiu carreira em clubes como Palmeiras, Santos, Vasco da Gama, Flamengo e também atuou no futebol da Espanha e da Turquia. Pela Seleção Brasileira, disputou dez partidas oficiais, marcou dois gols e fez parte do grupo que conquistou o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos, em 1994. A trajetória vitoriosa do ex-atacante é um marco, e sua presença em Campo Grande reforça a paixão nacional pela Copa do Mundo, como destacou o Campo Grande NEWS em sua cobertura do evento.

