Hackers argentinos vendiam dados de saúde e RG roubados em rede

A polícia federal argentina anunciou a detenção de sete indivíduos envolvidos em uma rede de hackers que roubava e vendia dados de cidadãos de registros nacionais de identidade, sistemas de saúde e outras bases de dados públicas. A operação, que durou sete meses, resultou em 11 buscas em províncias de Buenos Aires e Entre Ríos, desvendando um dos maiores vazamentos de dados estatais na América Latina.

Rede criminosa lucrava com dados sensíveis de argentinos

Uma investigação minuciosa de sete meses culminou na prisão de sete pessoas na Argentina, acusadas de roubar e comercializar dados confidenciais de cidadãos. O grupo criminoso acessou informações de sistemas cruciais como o Registro Nacional de las Personas (RENAPER), o programa de saúde para idosos PAMI, o registro veicular DNRPA, o sistema nacional de saúde SISA e a plataforma de identidade digital Mi Argentina. Conforme divulgado pela polícia federal argentina, os hackers utilizavam canais do Telegram para vender os dados roubados, operando com bots automatizados e lavando dinheiro através de criptomoedas.

Operação policial e alvos da quadrilha

A operação policial federal argentina foi anunciada após uma série de 11 buscas realizadas em diferentes localidades, incluindo a província de Buenos Aires e a cidade de Paraná, em Entre Ríos. Os detidos, que incluem cinco homens, uma mulher e um adolescente de 15 anos, são acusados de acesso não autorizado a sistemas informáticos, roubo de informações estatais e lavagem de dinheiro por meio de ativos digitais. Durante as buscas, foram apreendidos computadores, discos rígidos, telefones celulares e carteiras de criptomoedas, evidenciando a sofisticação da rede criminosa.

Os alvos da quadrilha eram bases de dados de altíssima sensibilidade. O RENAPER, responsável pelos documentos nacionais de identidade, é a principal fonte de verificação de identidade do país. O PAMI, que atende mais de 5 milhões de aposentados e pensionistas, teve suas credenciais de acesso ao portal comprometidas. Além destes, foram acessados o registro veicular e de propriedades (DNRPA), o sistema de informações de saúde SISA, que contém históricos clínicos, e a plataforma Mi Argentina, utilizada pela maioria dos adultos para acessar serviços estatais. Registros criminais também foram obtidos pelo grupo.

Monetização dos dados e lavagem de dinheiro

A forma como os hackers monetizavam os dados roubados era através de canais no Telegram. Bots automatizados eram utilizados para atender às solicitações dos compradores, que podiam adquirir pacotes completos de identidade ou dados específicos. Os preços variavam de acordo com o tipo e a