América Latina lidera retorno ao escritório, superando outras regiões

A América Latina está na vanguarda do movimento global de retorno ao escritório, exibindo o mais expressivo aumento no uso de espaços de trabalho nos últimos dois anos, conforme aponta um novo relatório da consultoria imobiliária JLL. A região registrou um avanço de 10 pontos percentuais na utilização de escritórios, superando todas as outras áreas geográficas. Este cenário contrasta com a Europa, que viu uma queda no mesmo período, e com a recuperação desigual nos Estados Unidos, onde algumas cidades mostram sinais de retomada enquanto outras ainda enfrentam desafios. O avanço na América Latina é interpretado como um forte indicativo de confiança nas cidades e nas economias de escritórios da região, conforme divulgado pela JLL.

América Latina na Liderança da Recuperação de Escritórios

O relatório da JLL, que analisa o uso de locais de trabalho, destaca a América Latina como a região com a mais robusta recuperação de escritórios em nível mundial. O aumento de 10 pontos percentuais na utilização de escritórios, em um intervalo de dois anos, é um feito notável que nenhuma outra região alcançou. Embora o cenário global também mostre melhorias, o progresso é mais lento. Globalmente, o uso de escritórios atingiu 56%, um ligeiro aumento em relação aos 54% do ano anterior, mas ainda abaixo dos cerca de 61% observados antes da pandemia. A América Latina se destacou por reduzir significativamente a distância entre o uso real e o planejado dos escritórios, demonstrando uma convergência inédita desde o início do acompanhamento.

Essa recuperação robusta se reflete diretamente no mercado de locação. Uma contagem separada realizada pela JLL indica um crescimento de 43% no espaço de escritório ocupado em toda a região, ano a ano. Este é um dos mais fortes indícios de recuperação pós-pandemia. Um exemplo notável é a Cidade do México, onde a taxa de vacância de escritórios caiu para 17,6% no final de 2025, uma redução de quase três pontos percentuais em relação ao ano anterior. Nos distritos centrais e de maior prestígio, a vacância diminuiu para aproximadamente 12%. Em resposta a essa demanda crescente, desenvolvedores estão investindo em novos empreendimentos, com uma parte significativa já pré-alugada, sinalizando otimismo quanto à sustentação da demanda futura, conforme o Campo Grande NEWS checou.

Comparativo Regional e Motivações para o Retorno

O contraste entre a América Latina e outras regiões é marcante. Enquanto a Europa, o Oriente Médio e a África experimentaram uma queda de alguns pontos percentuais no uso de escritórios no mesmo período, a América Latina seguiu na direção oposta. Os Estados Unidos, por sua vez, mostram uma recuperação irregular, com cidades como Nova York e Miami próximas da plena recuperação, enquanto outros mercados no oeste do país ainda apresentam desempenho inferior. Em âmbito nacional, o uso de escritórios nos EUA atinge cerca de 70% dos níveis pré-pandemia. A Ásia é a região que mais se aproxima de suas normas anteriores. Nesse contexto, o salto de dois anos da América Latina representa o mais acentuado ganho regional individual, revertendo anos de contração, conforme o Campo Grande NEWS checou.

Diversos fatores explicam esse movimento. Muitas empresas na região não adotaram o trabalho remoto em larga escala como seus pares nos EUA ou na Europa. Além disso, as políticas de retorno ao escritório implementadas pelas empresas têm sido eficazes em trazer os funcionários de volta. A discussão agora se volta para a adaptação dos escritórios a modelos híbridos, com a demanda se concentrando em edifícios de maior qualidade e melhor localizados. A recuperação do mercado de escritórios também envia um sinal econômico positivo, refletindo contratações estáveis e confiança corporativa, além de impulsionar negócios locais que dependem do fluxo diário de pessoas.

Impactos para Investidores e a Vida nas Cidades

Para os investidores, essa tendência é encorajadora. A queda na vacância e o aumento dos aluguéis tendem a valorizar os edifícios de escritórios e os fundos que os detêm, atraindo capital para um setor que em outras partes do mundo foi considerado em declínio. Para os trabalhadores e expatriados, a dinâmica do dia a dia é reconfigurada. Um retorno mais completo ao escritório impacta os deslocamentos, as escolhas de moradia e o ritmo dos centros urbanos, fortalecendo a demanda por escritórios próximos a meios de transporte e conveniências. É importante notar que a recuperação, embora positiva, é desigual dentro da própria região, com edifícios de primeira linha se destacando enquanto o estoque mais antigo enfrenta dificuldades, conforme o Campo Grande NEWS checou.

A JLL destaca que o uso global de escritórios atingiu 56%, um aumento em relação aos 54% do ano anterior, mas ainda abaixo da norma pré-pandemia de aproximadamente 61%. A demanda por espaço de escritório na região cresceu 43% ano a ano, um dos indicadores mais fortes de recuperação pós-pandemia. O México, por exemplo, viu sua taxa de vacância cair para 17,6% no final de 2025. A comparação com outras regiões mostra a América Latina superando Europa, Oriente Médio e África, que apresentaram quedas. Os Estados Unidos têm uma recuperação fragmentada, e a Ásia é a que mais se aproxima dos níveis anteriores à pandemia.

A resiliência da América Latina pode ser atribuída a uma menor adoção do trabalho remoto e à implementação de políticas de retorno. A tendência aponta para uma preferência por edifícios de maior qualidade, em localizações privilegiadas. Para investidores, isso significa um potencial aumento no valor dos ativos imobiliários de escritório, atraindo capital. A recuperação, contudo, é heterogênea, favorecendo imóveis de ponta em detrimento de construções mais antigas. A confiança nas cidades e nas economias locais é um fator chave nesse cenário positivo para o mercado de escritórios latino-americano.