Bolsa da Colômbia sobe 0,6%, mas fica presa a 9 dias da eleição

A bolsa da Colômbia, representada pelo índice COLCAP, apresentou uma recuperação técnica de 0,55% na sessão de quinta-feira (21 de maio de 2026), fechando em 2.101,35 pontos. Este movimento buscou reverter a queda observada no dia anterior, mas o índice permanece em um patamar de incerteza, a apenas nove dias do primeiro turno das eleições presidenciais. A falta de convicção na recuperação é evidenciada pelo Índice de Força Relativa (RSI), que se manteve em níveis baixos, indicando que o mercado está sob o peso do cenário político.

Mercado em compasso de espera: eleições definem rumos

O índice COLCAP fechou o pregão de quinta-feira em 2.101,35 pontos, um avanço de 0,55%, recuperando a maior parte da desvalorização de 0,96% registrada na quarta-feira. Durante a sessão, o índice chegou a cair para 2.085 pontos antes de retornar para perto da linha Kijun, em torno de 2.102 pontos. Embora o movimento tenha sido considerado ordenado, ele não demonstrou força para sustentar uma base sólida, oscilando em torno do chão da nuvem de Ichimoku.

O RSI, um indicador de momentum, permaneceu em patamares baixos, com a leitura rápida em 35,72 e a lenta em 37,95. Essa estagnação, mesmo com a leve recuperação do índice, é um forte sinal de que o mercado está contido pela perspectiva das eleições. O histograma do MACD, outro indicador de tendência, mostrou uma melhora ao ir de -4,85 para -2,94, mas a distância para a zona positiva ainda é considerável.

A principal variável que dita o comportamento do mercado colombiano segue sendo o cenário eleitoral. Com o primeiro turno a apenas nove dias de distância, a incerteza sobre o resultado final impede uma recuperação mais robusta. Conforme divulgado pela análise de mercado, o candidato Cepeda, associado à continuidade das políticas de Petro, lidera as pesquisas com 35% a 44% das intenções de voto, mas não atinge os 50% necessários para vencer no primeiro turno. A divisão do voto conservador entre De la Espriella e Valencia mantém a projeção de um segundo turno em 21 de junho como o cenário base. O nível de 2.040,82, correspondente à média móvel de 200 dias (200-DMA), representa um suporte estrutural crucial, com uma queda de 2,9% abaixo dele, enquanto o peso colombiano (COP) é influenciado pela taxa de juros do Banco Central (BanRep) em 11,25% e por projeções de desvalorização.

Recuperação técnica sob o peso do cenário eleitoral

A recuperação observada na quinta-feira foi predominantemente técnica. Após a queda acentuada de quarta-feira ter levado o índice para perto de níveis de sobre-venda, um modesto retorno para a marca de 2.102 pontos é um movimento esperado em mercados estendidos, conhecido como reversão à média. No entanto, o RSI mantido em 35,72 é o principal indicador de que o peso das eleições continua a limitar qualquer rali. Com nove dias restantes para o pleito, nenhuma pesquisa apresentou mudanças significativas que alterassem a dinâmica eleitoral.

O ambiente externo contribuiu para a calma no mercado regional. Na quinta-feira, o tape regional esteve tranquilo, após o alívio causado por notícias do Oriente Médio no dia anterior. O mercado brasileiro, por exemplo, consolidou-se com uma leve alta de 0,17%. Essa estabilidade permitiu que a Colômbia negociasse seus próprios fundamentos técnicos, sem a interferência de movimentos regionais amplos. Contudo, o peso colombiano oferece um sinal mais claro de pressão, figurando entre as moedas mais desvalorizadas globalmente. A expectativa de desvalorização é reforçada por projeções de instituições financeiras, que enquadram o cenário pré-eleitoral como uma dinâmica binária semelhante à de 2022.

O padrão de oscilação e o risco iminente

O padrão observado na bolsa colombiana tem sido claro: oscilação em torno dos 2.100 pontos durante a semana. Após a queda de 0,96% na quarta-feira e a alta de 0,55% na quinta, o RSI permaneceu próximo de níveis de sobre-venda. Este comportamento configura um estado de espera, onde o índice não demonstra força para romper para baixo em direção à média de 200 dias (2.040), nem para iniciar uma recuperação sustentada. A razão para essa indecisão é a proximidade do primeiro turno eleitoral em 31 de maio, com um resultado ainda incerto.

Cada leve recuperação tem sido vendida diante da incerteza, enquanto cada queda encontra compradores próximos ao suporte. O cenário pré-eleitoral, a nove dias do primeiro turno, é marcado por um **risco de evento** significativo. Um avanço expressivo de Cepeda em direção aos 50% nas pesquisas seria considerado o cenário de maior pessimismo para o mercado, reabrindo a possibilidade de testes na média de 200 dias em 2.040 pontos. Por outro lado, um resultado que confirme a necessidade de um segundo turno e favoreça a matemática anti-Petro seria um cenário de alívio, com potencial para impulsionar o índice em direção à faixa de 2.119 pontos. As próximas nove sessões serão decisivas e fortemente influenciadas pela divulgação de novas pesquisas eleitorais.

Níveis técnicos e perspectivas futuras

O COLCAP fechou em 2.101,35, retornando à proximidade da linha Kijun em torno de 2.102, após ter tocado os 2.085 pontos. A média móvel de 200 dias em 2.040,82 é o piso estrutural, a 2,9% de distância. As resistências importantes estão na faixa de 2.119 pontos e na média móvel de 50 dias (50-DMA) próxima a 2.153 pontos. O histograma do MACD, em -2,94, mostra uma melhora em relação a -4,85, mas o RSI ainda se encontra em níveis de sobre-venda, com 35,72 (rápido) e 37,95 (lento).

Os níveis de suporte a serem observados são 2.093 e 2.085 (mínima de quinta-feira), com o suporte mais forte em 2.041 (200-DMA). As resistências se encontram em 2.119, 2.153 (50-DMA) e 2.170. A invalidação do cenário de alta ocorreria com um fechamento diário abaixo de 2.041, o que quebraria a média de 200 dias e a tendência de alta de longo prazo.

Para a semana, a expectativa é de divulgação das últimas pesquisas antes do primeiro turno em 31 de maio. Uma consolidação em alta pode levar o índice em direção à linha Kijun, enquanto um movimento de Cepeda em direção aos 50% poderia reabrir o suporte em 2.041. O primeiro turno, em 9 dias, é o principal evento binário. Um resultado que force um segundo turno em 21 de junho favoreceria a matemática anti-Petro, com o peso colombiano continuando a ser um indicador importante da pressão de desvalorização.

A pergunta que paira no mercado é o que acontecerá em 31 de maio. O cenário de vitória de Cepeda no primeiro turno, embora de baixa probabilidade, testaria o suporte em 2.040. O cenário base, de segundo turno, com a divisão do voto conservador, é o que o mercado parece precificar. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o índice COLCAP tem oscilado em torno de 2.100, refletindo a dificuldade em precificar o resultado eleitoral. A análise do Campo Grande NEWS indica que a volatilidade deve persistir até a definição do pleito.

O peso colombiano, entretanto, oferece um sinal mais claro de pressão, figurando entre as moedas mais desvalorizadas globalmente, como atestado pelo Campo Grande NEWS em suas análises de mercado. A expectativa de desvalorização é reforçada por projeções de instituições financeiras, que enquadram o cenário pré-eleitoral como uma dinâmica binária semelhante à de 2022. A dinâmica para os próximos dias será guiada pelas pesquisas eleitorais e pela capacidade do índice de se manter acima dos suportes técnicos cruciais.