Um dos homens presos pela Polícia Civil em Campo Grande, sob acusação de assassinato e ocultação de cadáver do caseiro Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, chegou a participar ativamente das buscas pelo corpo. O suspeito, que é vizinho da vítima, abriu a porteira da chácara para as equipes policiais e indicou caminhos na propriedade, conforme informações confirmadas pela corporação nesta quinta-feira (25). O crime, esclarecido em menos de 24 horas, teria sido motivado por uma discussão durante o consumo de bebida alcoólica.
Vizinho ajudou nas buscas e depois foi preso
Na manhã de quarta-feira (24), enquanto as equipes policiais, peritos e investigadores realizavam os primeiros levantamentos no Assentamento Conquista, um homem acompanhava toda a movimentação. Sem revelar sua identidade, ele chegou a conversar com investigadores, afirmando que Antônio “bebia muito” e costumava se envolver em confusões, mencionando desentendimentos com um peão da propriedade. Um dia depois, ele foi preso por participação no crime.
A Polícia Civil esclareceu o caso em menos de 24 horas após a localização do corpo do caseiro. Dois vizinhos da vítima foram presos e ambos confessaram envolvimento. Segundo a investigação, o homicídio ocorreu após uma briga durante o consumo de bebida alcoólica. O principal suspeito confessou o crime, enquanto o outro ajudou a esconder o corpo. Ambos foram autuados por ocultação de cadáver e serão indiciados por homicídio.
Conforme informação divulgada pela Polícia Civil, as investigações tiveram início na segunda-feira (22), após vizinhos comunicarem o desaparecimento de Antônio Ormondes Pereira, que não era visto há cerca de dois dias. A descoberta do corpo ocorreu na manhã de quarta-feira, em um brejo no Assentamento Conquista, dentro de um saco. A perícia apontou lesões na cabeça e fratura no crânio, indicando morte por objeto contundente antes da ocultação.
Motivação: briga por bebida
A partir da localização do cadáver, a investigação se concentrou na identificação dos responsáveis. Testemunhas relataram à polícia que a vítima foi vista pela última vez na companhia de um vizinho, com quem teria discutido pouco antes de desaparecer. Os investigadores também apuraram que esse homem deixou o assentamento logo após o crime, dirigindo-se a uma rodovia.
Na manhã desta quinta-feira (25), equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) localizaram o suspeito em uma propriedade rural de familiares, em Corguinho. Ao ser preso, ele confessou o assassinato e admitiu ter contado com a ajuda de outro vizinho para esconder o corpo da vítima.
Com essa informação, os policiais retornaram ao Assentamento Conquista e prenderam o segundo suspeito. Ele também confessou participação no crime e indicou onde havia escondido o celular da vítima, que estava em sua posse desde o homicídio. Segundo o delegado responsável pelo caso, a motivação foi uma discussão entre os envolvidos durante o consumo de bebida alcoólica.
Ocultação de cadáver e indiciamento por homicídio
Os dois homens foram levados para a sede da DHPP, onde foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver. Eles deverão ser indiciados por homicídio. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a rápida ação da polícia foi crucial para a elucidação do caso.
Durante as diligências, a polícia também encontrou a companheira do segundo preso. Embora ela não tenha participado do assassinato, havia contra ela um mandado de prisão em aberto por furto. A mulher foi ouvida como testemunha e permaneceu presa devido à ordem judicial. A apuração do caso continua, conforme reportagem do Campo Grande NEWS.
A comunidade local ficou chocada com o ocorrido, especialmente pela participação de um dos suspeitos nas buscas, como apurado pelo Campo Grande NEWS. A polícia reforça a importância da colaboração da população para a elucidação de crimes.

