Vigilante morre com 13 costelas quebradas após ser atropelada por militar bêbado

A vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, sofreu 13 fraturas nas costelas e diversas outras lesões internas e externas antes de morrer em decorrência de um atropelamento em Campo Grande. O acidente foi provocado pelo militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 25 anos, que estaria embriagado na manhã de 20 de junho. O caso chocou a população e levanta discussões sobre a imprudência no trânsito.

O laudo necroscópico, produzido pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) e juntado ao processo nesta semana, detalha a gravidade dos ferimentos. Miriam teve fraturas nas oito primeiras costelas do lado esquerdo e em cinco costelas do lado direito. A perícia também identificou lesões nos dois pulmões, na aorta torácica e no fígado, além de hemorragia no tórax.

Conforme o laudo, a causa da morte foi politraumatismo, resultado direto do acidente de trânsito. Os peritos registraram ainda a presença de odor de combustível no corpo da vítima durante a necropsia, um detalhe sombrio que adiciona à tragédia. A investigação aponta que o militar dirigia sob influência de álcool e em alta velocidade.

Victor Vicentin Rocha está preso preventivamente desde o dia do acidente. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul o denunciou por homicídio com dolo eventual e por dirigir sob influência de álcool. A denúncia sustenta que o militar assumiu o risco de provocar o resultado morte ao agir com tamanha imprudência.

Militar consumiu álcool antes de atropelar vigilante

Segundo a denúncia, Victor Vicentin Rocha passou a madrugada consumindo bebidas alcoólicas em dois estabelecimentos da Capital. Por volta das 6h, ele deixou um dos locais dirigindo uma caminhonete Chevrolet S10. Antes da colisão fatal com Miriam, o militar teria se envolvido em outro acidente, atingindo lateralmente um Volkswagen Virtus e fugindo sem prestar socorro.

Ainda conforme a investigação, ao seguir pela Rua Maracaju, Victor avançou o sinal vermelho no cruzamento com a Rua Padre João Crippa. Foi nesse momento que ele atingiu a motocicleta Yamaha Factor, conduzida por Miriam, que morreu instantaneamente no local. A violência do impacto fez a caminhonete girar sobre a pista, atingindo o muro e as grades de uma clínica próxima.

Bafômetro confirmou embriaguez do condutor

O teste do bafômetro realizado logo após o acidente registrou uma concentração de 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Este índice está significativamente acima do limite legal permitido para a condução de veículos. A Polícia Civil também encontrou uma garrafa de bebida alcoólica no interior do veículo conduzido por Victor, reforçando a tese de embriaguez ao volante.

O Ministério Público fundamenta a acusação de homicídio com dolo eventual nas circunstâncias em que o crime ocorreu. A combinação de dirigir embriagado, em alta velocidade e avançar um sinal vermelho demonstra, segundo a promotoria, que o militar teve a intenção de colocar a vida de outras pessoas em risco, assumindo as consequências de seus atos.

Vigilante deixa família e amigos enlutados

A morte de Miriam Rosa Matos, uma trabalhadora vigilante, gerou profunda comoção. Familiares e amigos lamentaram a perda, destacando sua dedicação ao trabalho e seu papel na comunidade. O caso serve como um triste lembrete dos perigos da combinação de álcool e direção, uma prática que continua a ceifar vidas em todo o país. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos desta tragédia.

A investigação policial e o processo judicial buscam agora por justiça para Miriam e sua família. A sociedade aguarda um desfecho que puna exemplarmente o responsável e que sirva de alerta para outros motoristas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a comunidade local clama por mais segurança no trânsito e por medidas mais rigorosas contra motoristas imprudentes.

O caso de Miriam Rosa Matos é mais um capítulo doloroso na estatística de mortes no trânsito causadas por embriaguez. O Campo Grande NEWS reitera a importância da conscientização e da responsabilidade de cada cidadão ao assumir o volante. A segurança nas vias públicas depende do comportamento de todos.