Uma médica-veterinária de 31 anos, presa em Campo Grande por vender xampu de cavalo para uso humano, obteve **liberdade provisória** nesta terça-feira (5). A profissional teve seu registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CRMV-MS) **suspenso** por um período de dois a cinco anos, impedindo-a de atuar na área durante esse tempo. No entanto, ela está autorizada a **continuar a gerenciar seu pet shop**.
Veterinária em Campo Grande é liberada após vender cosmético proibido
A mulher responderá em liberdade por **crimes contra as relações de consumo**. As condições impostas pela Justiça incluem a apresentação mensal em juízo, a proibição de viagens por mais de sete dias fora da comarca e a obrigação de comunicar qualquer alteração de endereço residencial ao órgão judicial. A prisão em flagrante e a apreensão dos produtos foram realizadas por uma força-tarefa composta pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), o Procon, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o próprio CRMV-MS.
Alteração e venda de produtos veterinários para humanos
A veterinária, proprietária de um pet shop no Núcleo Habitacional Universitárias, em Campo Grande, foi acusada de **alterar fórmulas de xampus destinados a cavalos** e comercializá-los como produtos para uso humano. A divulgação das vendas era feita através de suas redes sociais, onde ela promovia os produtos. A prática é considerada **proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)**.
Além disso, a investigação revelou que a acusada **adicionava um suplemento vitamínico veterinário concentrado em Vitamina A**, especificamente indicado para animais, aos xampus que eram vendidos para consumo humano. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa prática representa um **risco à saúde dos consumidores**, uma vez que os produtos não passaram por testes e aprovações para uso em humanos.
Suspensão do registro profissional e continuidade no pet shop
A suspensão do registro profissional, que varia de dois a cinco anos, significa que a médica-veterinária **não poderá exercer suas funções como veterinária** durante este período. Contudo, a decisão judicial permite que ela **mantenha as atividades de seu pet shop**, desde que não envolva a comercialização de produtos de forma irregular. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a defesa da veterinária argumentou que ela responderá em liberdade provisória por crimes contra as relações de consumo.
A atuação conjunta dos órgãos de fiscalização demonstra a **seriedade com que as autoridades tratam a segurança do consumidor**. A venda de produtos veterinários para uso humano, especialmente com a adição de componentes não autorizados, configura um **ato ilícito com potenciais consequências graves para a saúde pública**.
A decisão de conceder liberdade provisória, mas com restrições, visa garantir que a investigada responda pelo crime sem prejudicar o andamento do processo, ao mesmo tempo em que se busca **proteger a sociedade de práticas perigosas**. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a veterinária terá que cumprir medidas cautelares, como a apresentação mensal à Justiça e a proibição de sair da comarca por períodos superiores a sete dias, além de informar qualquer mudança de endereço.
A comunidade de Campo Grande, como noticiado pelo Campo Grande NEWS, acompanha atentamente casos que envolvem a segurança e a saúde pública. A atuação do CRMV-MS, em conjunto com outros órgãos, reforça a importância da **regulamentação e fiscalização rigorosa** no mercado de produtos veterinários e cosméticos, assegurando que apenas substâncias seguras e aprovadas cheguem aos consumidores.

