O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, conhecido como Papy (PSDB), levantou um debate importante sobre a sustentabilidade do transporte público na Capital. Após um ano de discussões sobre o tema, Papy defende a revisão das gratuidades nas passagens, atualmente concedidas a diversos grupos como estudantes, idosos, pessoas com deficiência, pacientes em tratamento contra o câncer e candidatos a exames como o Enem e vestibulares.
A declaração surge em um momento de reflexão sobre os custos e a qualidade dos serviços de transporte coletivo. Segundo o vereador, o contexto em que essas isenções foram estabelecidas, há muitos anos, era significativamente diferente, com uma cidade menor e outras necessidades sociais. Essa mudança de cenário, na visão dele, justifica a necessidade de uma reavaliação das políticas de gratuidade.
“Quando foram concedidas lá no passado, era outro tempo, outra necessidade. A cidade era muito menor, era outro contexto”, afirmou Papy. A discussão sobre a quem cabe o ônus financeiro dessas isenções é central para o debate. O vereador argumenta que, não apenas em Campo Grande, mas em todo o país, leis de isenção em diversos setores, como transporte, água, luz e impostos, necessitam de uma análise aprofundada.
Quem paga a conta da gratuidade?
Na perspectiva do vereador Papy, a manutenção de um alto número de gratuidades pode levar à precarização dos serviços. Ele comparou a situação a um ciclo vicioso onde, apesar de os passes serem custeados por convênios entre Estado e município, a conta final acaba sendo repassada para outros usuários ou para a qualidade geral do serviço. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o vereador expressou preocupação com a insistência de parlamentares em manter ou ampliar gratuidades, pois isso inevitavelmente gera custos que precisam ser cobertos.
“Acho muito ruim quando parlamentares ficam insistindo em gratuidade porque essa conta acaba sendo repassada para alguém”, disse Papy. Ele ressaltou que a gratuidade está apontada em relatórios como um dos fatores que contribuem para a precarização do transporte público. Essa afirmação sugere que a sustentabilidade financeira do sistema é um ponto crítico a ser abordado.
Projetos de lei e outras discussões na Câmara
Em outra frente, o deputado estadual Lídio Lopes (sem partido) propôs transformar as escolas bíblicas dominicais em Patrimônio Cultural e Imaterial de Mato Grosso do Sul. O objetivo, segundo ele, é incentivar a continuidade dessas atividades educacionais, religiosas e sociais, reconhecendo a contribuição para a formação cultural e social dos sul-mato-grossenses. Apesar de a proposta ter foco nas igrejas evangélicas, o deputado argumenta que a medida não criaria privilégios confessionais nem interferiria na liberdade religiosa, destacando o impacto positivo dessas iniciativas nas comunidades.
Enquanto isso, nos bastidores do Carnaval, a ausência de figuras conhecidas do mundo do jogo no Rio de Janeiro, como Rogério de Andrade, que está preso em Mato Grosso do Sul, e outros bicheiros foragidos, chamou a atenção. Rogério, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, está no presídio federal de Campo Grande, impedido de participar da folia carioca pelo segundo ano consecutivo. Sua esposa, Fabíola Andrade, que é rainha de bateria da escola, tem aumentado sua equipe de preparação para os desfiles, mostrando a continuidade da ligação familiar com a agremiação.
No âmbito judicial, o Órgão Especial do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) analisará uma ação movida pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), contra a Câmara Municipal. A ação questiona uma lei sancionada pelo ex-prefeito Marquinhos Trad (PDT), que transformou cargos na Secretaria de Saúde, como digitadores e auxiliares de serviços gerais, em assistente de serviços de saúde. A administração municipal alega que a medida configura uma alteração estrutural de carreira sem concurso público, o que seria vedado pela Constituição. O relator do caso decidirá sobre um pedido de liminar para suspender os efeitos da norma, após ouvir as partes envolvidas.
Notícias breves e curiosidades
Em uma nota mais leve, o empresário Gabriel Zahran, investigado por fraudes financeiras, foi visto retomando seu hobby de pesca marítima no Panamá, compartilhando sua aventura em redes sociais. A nota, intitulada “¿Qué xopa?”, que significa “tudo bem?” em panamenho, traz um toque de curiosidade sobre a vida social do empresário. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a viagem foi documentada com registros dos peixes capturados, mostrando a rotina retomada do empresário.
Outra notícia breve refere-se ao arquivamento de uma denúncia anônima contra o concurso público da Câmara de Iguatemi. A acusação, que alegava favorecimento a cargos comissionados em detrimento de aprovados, foi considerada sem provas pelo TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) e arquivada. O concurso, homologado este ano, ainda está dentro do prazo de validade, e a Câmara não tem obrigação de convocar todos os aprovados imediatamente, conforme o Campo Grande NEWS apurou.

