O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) manifestou forte descontentamento com o veto integral da prefeita Adriane Lopes ao projeto de lei que visava a criação do Horto Florestal da Região Norte. A proposta, aprovada anteriormente pela Câmara Municipal, buscava transformar uma área verde estratégica, próxima à UCDB e ao Jardim Seminário, em um espaço dedicado à conservação ambiental, educação e atividades de lazer para a comunidade.
Horto Florestal vetado: um entrave ao desenvolvimento sustentável?
Segundo Guerreiro, a decisão do Executivo de vetar o projeto ocorreu sem o devido diálogo com o Legislativo e com os diversos setores da sociedade que participaram ativamente da sua construção. O vereador ressaltou que o projeto, que já contava com cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares para sua viabilização, vinha sendo amplamente debatido com a comunidade, especialistas e representantes políticos, demonstrando um amplo apoio popular e técnico.
“O que acontece muitas vezes em Campo Grande é que projetos importantes para a população são barrados sem discussão. Poderiam ter conversado com a gente sobre a importância desse horto para a região norte, buscar um entendimento”, declarou o parlamentar. Ele enfatizou que a iniciativa previa a formação de uma área de preservação ambiental com foco na proteção da biodiversidade local, na recuperação de áreas degradadas e na promoção de atividades educativas essenciais para a conscientização ambiental.
Guerreiro também relacionou o veto a outras discussões urbanas em andamento na cidade, como as intervenções previstas para a construção de uma ponte no Parque Linear do Segredo. Ele expressou preocupação com propostas que possam impactar negativamente áreas de preservação ambiental, defendendo um desenvolvimento que caminhe lado a lado com o planejamento ambiental.
Um projeto com apoio e recursos garantidos
A proposta do horto florestal, que passou por debates intensos e uma audiência pública, incluía ações concretas como o plantio de espécies nativas do Cerrado, a criação de um banco de mudas, a proteção de nascentes e o monitoramento ambiental. Além disso, previa parcerias com instituições de ensino, como a UCDB, e seria um espaço de convivência e educação ambiental para o uso público. O vereador citou problemas infraestruturais recorrentes na região, como alagamentos, e defendeu a integração de soluções urbanas com drenagem adequada e preservação dos recursos naturais, buscando alternativas de mobilidade que não comprometam as áreas verdes.
O projeto do Horto Florestal da Região Norte era visto como uma peça fundamental para a expansão de áreas verdes em Campo Grande, especialmente em um cenário de crescimento urbano acelerado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, com o veto, o projeto retorna à Câmara Municipal nos próximos dias para que os vereadores decidam sobre a manutenção ou a derrubada da decisão do Executivo. “Vou iniciar o diálogo com meus colegas vereadores para derrubar o veto. Eu trabalho com construção coletiva, por isso esse projeto foi aprovado e vou lutar para que seja colocado em prática”, afirmou Guerreiro.
Gabinete de Rua: proximidade com o cidadão
O vereador Ronilço Guerreiro tem ampliado seus canais de comunicação para atender a comunidade de forma mais acessível e eficiente. Iniciativas como o Gabinete Virtual, acessível pelo site www.souguerreiro.com, e o Gabinete de Rua, via WhatsApp (67) 99909-0019, permitem que a população relate problemas e solicite melhorias em seus bairros. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, todo o conteúdo recebido é acompanhado pessoalmente pelo vereador, reforçando seu compromisso com a transparência e a participação popular. A decisão de vetar o Horto Florestal da Região Norte, segundo Guerreiro, vai contra essa filosofia de trabalho colaborativo e de atenção às demandas da população.
A importância de espaços verdes como o horto proposto se reflete diretamente na qualidade de vida dos moradores da região norte, que sofrem com a escassez de áreas de lazer e a necessidade de preservação ambiental. A decisão da prefeita em vetar o projeto, sem um diálogo prévio e transparente, levanta questionamentos sobre as prioridades da gestão municipal em relação ao meio ambiente e ao bem-estar da população. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos desta decisão e a mobilização dos vereadores para derrubar o veto e viabilizar a criação do Horto Florestal.

