As vendas de botijões de gás GLP P13 em Mato Grosso do Sul registraram o menor volume para o período de janeiro a maio desde 2018. O resultado, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), aponta para uma retração significativa no mercado sul-mato-grossense, com um volume de 30.443 toneladas comercializadas nos primeiros cinco meses de 2026.
Este dado representa uma queda em relação aos anos anteriores, incluindo 2025 e 2024, e se contrapõe aos picos observados em 2022 e 2023. Conforme análise do Campo Grande NEWS, a queda nas vendas indica uma mudança no comportamento do consumidor e na dinâmica do mercado de distribuição de GLP no estado. A diminuição no volume total de vendas, aliada a uma menor concentração de mercado por parte das grandes distribuidoras, são os principais indicadores desse cenário.
A ANP, por meio de seu Painel Dinâmico do Mercado Brasileiro de GLP, detalha que o volume de 30.443 toneladas em 2026 é 1,70% inferior às 30.969 toneladas de 2025 e 2,01% menor que as 31.068 toneladas de 2024. O número atual só supera as 29.601 toneladas registradas em 2018, consolidando o período atual como o de menor comercialização em oito anos.
Mercado em Retração e Comparativos Históricos
A série histórica apresentada pela ANP revela uma trajetória de quedas nas vendas de botijões P13 em Mato Grosso do Sul. Após os picos de 2022 e 2023, onde os volumes alcançaram 53.968 e 53.172 toneladas, respectivamente, o mercado voltou a patamares anteriores. O ano de 2026, com 30.443 toneladas, se alinha com os volumes observados antes do período de alta.
Os dados indicam que, em comparação com outros anos da série, 2026 ficou abaixo de 2019 (30.833 toneladas), 2020 (33.349 toneladas) e 2021 (32.708 toneladas). Essa constatação reforça a tendência de queda e a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre os fatores que influenciam o consumo de gás de cozinha no estado.
Mudança na Concentração de Mercado
Além da redução nas vendas, o mercado de distribuição de GLP em Mato Grosso do Sul tem se tornado menos concentrado. A Copa Energia, que engloba as marcas Copagaz e Liquigás, viu sua participação de mercado diminuir consideravelmente. Em 2022, a empresa detinha 62,06% das vendas estaduais de botijões P13, mas em 2026 essa fatia caiu para 34,58%.
Essa redução de 27,48 pontos percentuais em quatro anos abriu espaço para as concorrentes. Segundo a ANP, a Nacional Gás agora responde por 23,51% das vendas no estado, seguida pela Supergasbras com 21,30% e pela Ultragaz com 20,61%. Essa pulverização do mercado pode refletir novas estratégias comerciais das distribuidoras e uma maior competição pelo consumidor final, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
A análise detalhada dos dados, que pode ser consultada no Painel Dinâmico do Mercado Brasileiro de GLP, sugere que a queda nas vendas de botijões de gás P13 em Mato Grosso do Sul é um fenômeno multifacetado. Fatores como o preço do gás, a concorrência com outros combustíveis, mudanças no perfil socioeconômico da população e até mesmo a transição para outras fontes de energia podem estar contribuindo para essa retração.
O Campo Grande NEWS continuará acompanhando os desdobramentos deste mercado, buscando entender as causas e as possíveis consequências dessa tendência para os consumidores e para as empresas do setor. A análise de dados da ANP é fundamental para fornecer um panorama claro e embasado sobre a realidade do consumo de GLP no estado, reforçando a expertise do portal em trazer informações relevantes e atualizadas para seus leitores.

