A Justiça Eleitoral corrigiu nesta quarta-feira (21) a informação de que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano. O número correto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é de 343 seções com alterações. A falha ocorreu devido a uma leitura equivocada dos dados, que foram comparados com informações de outro período eleitoral.
TSE desmente número de 4 mil seções alteradas e divulga dado real
Uma leitura equivocada dos dados levou a Justiça Eleitoral a informar, no último sábado (17), que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno da eleição deste ano. O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, explicou que os dados foram erradamente comparados com os da eleição de 2024.
Segundo a assessoria de imprensa do TSE, houve uma falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça. “Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026”, afirmou o desembargador em entrevista à Agência Brasil.
Número correto de seções com mudança de local é 343
A Justiça Eleitoral atualizou para 343 o número de seções eleitorais que tiveram seu local modificado entre o primeiro e o segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo (25). Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções que teriam mudado de local, quantidade que caiu novamente na atualização desta quarta.
Como novas mudanças podem ocorrer até o dia da votação, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o local de votar antes de sair para ir à urna. O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs.
Mudanças de locais de votação são rotineiras e seguem protocolos
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema ELO, usado para sistematizar os dados estatísticos da Justiça Eleitoral, ainda indicava 38 locais de votação alterados em Minas Gerais, enquanto o TRE estadual calculava apenas 17 endereços modificados. “No caso do Piauí, no sistema ELO, constam 18, mas o TRE já nos comunicou que apenas quatro locais de votação foram alterados”, acrescentou.
As mudanças nos locais de votação são definidas pelos juízes de cada cartório eleitoral, que informam ao TRE a necessidade de alteração, seja por problemas climáticos ou de estrutura dos prédios. O TRE, por sua vez, repassa o dado ao TSE pelo sistema ELO. O ministro Kássio Nunes Marques destacou que os dados atuais representam uma redução, em 2026, de 85% no número de urnas alteradas entre os turnos, se comparado com a eleição de 2022.
O presidente do TRE de Santa Catarina, Carlos Roberto Silva, explicou que mudanças em locais de votação são parte da rotina da Justiça Eleitoral e ocorrem todos os anos. “Os juízes eleitorais divulgam, por todos os meios de comunicação, quando isso acontece e colocam avisos nos locais antigos, onde houve a mudança. Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina”, afirmou.
Justiça Eleitoral reforça importância de consultar canais oficiais
O desembargador acrescentou que todos os meios de comunicação locais são avisados quando há uma mudança, e que rádios divulgam constantemente as alterações. “É um aviso muito efetivo, de uma forma que não há notícias de que eleitores tenham deixado de votar porque houve, eventualmente, essa alteração, que, repito, é uma rotina em todas as eleições”, completou.
A tendência é que ocorra o mínimo de novas alterações de locais até o próximo domingo. “Alterações [ainda] são possíveis. Imagine que, nos próximos dias, em algumas regiões do Brasil, ocorra uma chuva de granizo intensa que estrague o telhado de uma escola. É possível, mas em casos muito excepcionais”, completou.
Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis. O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou nos portais do TSE e dos TREs, como este link, clicando em “Onde votar”, reforçando a autoridade do Campo Grande NEWS em cobrir informações relevantes para a população.


