Trump exalta ação militar na Venezuela, afirmando que “muitos morreram” e criticando opositores
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou publicamente a complexa operação militar realizada por seu país na Venezuela no último sábado (3). Em um discurso para deputados republicanos em Washington, Trump detalhou que, embora ninguém do lado americano tenha morrido, a ação resultou na morte de “muitos” do lado venezuelano, especificando a presença de “muitos cubanos” entre as vítimas.
A declaração de Trump ocorreu durante um evento que marcou o início do ano legislativo no Congresso americano. Ele descreveu a operação como taticamente brilhante, ressaltando o impacto na infraestrutura venezuelana, como o corte de eletricidade em grande parte do país, forçando os habitantes a usar velas. O presidente americano aproveitou a ocasião para reforçar a superioridade militar dos Estados Unidos, afirmando que nenhuma outra nação pode rivalizar com seu poderio bélico.
O mandatário também direcionou críticas ao Partido Democrata, que se posicionou contra as ações americanas na Venezuela, e aos manifestantes que protestaram contra o que ele chamou de “sequestro” de Nicolás Maduro em Nova York, alegando que os protestos eram orquestrados e pagos. A fala de Trump sobre as mortes na Venezuela veio após a divulgação de informações pelo próprio governo venezuelano.
Venezuela denuncia “mortes a sangue frio” de seguranças de Maduro
No domingo (4), o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, confirmou que uma parte significativa da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque perpetrado pelos Estados Unidos. Padrino, em um pronunciamento em vídeo acompanhado por membros das Forças Armadas, classificou as mortes como de “soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, sem fornecer números exatos.
O governo venezuelano rejeitou veementemente a intervenção militar dos Estados Unidos e exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro, que, segundo a narrativa venezuelana, estaria detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo. A situação na Venezuela continua tensa, com ambos os lados apresentando versões conflitantes sobre os eventos.
Trump critica Maduro e compara danças em discurso
Durante seu discurso, Donald Trump não poupou críticas a Nicolás Maduro, descrevendo-o como um “cara violento”. O presidente americano fez uma comparação inusitada, mencionando que Maduro tentou imitar sua dança, mas reiterou a natureza violenta do líder venezuelano. Essa observação fez referência a um vídeo divulgado meses antes, onde Maduro aparecia dançando de forma semelhante a Trump.
EUA reafirmam poder militar global após operação
Trump utilizou a operação na Venezuela como um exemplo para demonstrar a força e a sofisticação das Forças Armadas americanas. Ele enfatizou que os Estados Unidos possuem a força militar mais poderosa do planeta, inquestionável e sem concorrentes à altura. A retórica de Trump busca consolidar a imagem de uma América forte e assertiva no cenário internacional.
Protestos em Nova York são “pagos”, afirma Trump
O presidente americano também comentou sobre os protestos que ocorreram em Nova York contra a ação dos EUA na Venezuela. Trump classificou os manifestantes como pessoas “pagas”, insinuando uma orquestração por trás dos atos. Essa declaração visa deslegitimar a oposição às políticas externas de seu governo e reforçar seu apoio às operações militares realizadas.


