Uma fiscalização de rotina do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), realizada pela Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), desencadeou a apreensão de 46 quilos de maconha em uma cooperativa de vans no centro de Campo Grande. A descoberta ocorreu na manhã desta quarta-feira (15), quando a equipe da Sefaz buscava por mercadorias despachadas sem a devida nota fiscal.
Ao verificarem as encomendas, os fiscais encontraram dois pacotes com destino à cidade de Três Lagoas. A suspeita de irregularidade levou à abertura das caixas, onde foram localizados os entorpecentes. Conforme apurado pela reportagem, um cão farejador do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado e auxiliou na localização de 48 tabletes da droga, totalizando os 46 quilos. O caso, que inicialmente parecia ser apenas uma questão tributária, tomou um rumo inesperado com a descoberta do tráfico.
O remetente da carga ilícita utilizou um nome e CNPJ falsos para tentar despachar a maconha, dificultando sua identificação através das câmeras de segurança do local. Essa manobra visava despistar as autoridades e garantir que a droga chegasse ao seu destino sem levantar suspeitas imediatas. A ação conjunta entre a Sefaz e a Polícia Militar demonstra a eficácia da fiscalização integrada.
Operação surpresa revelou o crime
O flagrante aconteceu em uma cooperativa de vans que atua no transporte de pessoas e encomendas, localizada na Rua Barão do Rio Branco, região central de Campo Grande. Segundo relatos dos responsáveis pelo estabelecimento, um homem compareceu ao local para enviar os pacotes. Ele apresentou o nome de um terceiro e o CNPJ de um indivíduo que atuaria como “laranja”, ou seja, uma fachada para ocultar o verdadeiro responsável pela mercadoria.
“Até então, ninguém sabia do que se tratava. Foi nessa fiscalização que identificaram a situação”, relataram os proprietários. Eles explicaram que, como as encomendas chegam devidamente embaladas, não é possível abri-las para verificar o conteúdo. “Provavelmente nem é a pessoa verdadeira, porque deixou outro nome. A gente puxou nas câmeras, mas foi alguém aleatório usado para despachar a mercadoria”, detalharam, evidenciando a dificuldade em identificar o verdadeiro criminoso.
Fiscalização de rotina se tornou crucial
Os sócios da cooperativa confirmaram que a fiscalização de mercadorias é uma rotina em transportadoras, assim como as ações da Polícia Militar. “Ele usou nome de laranja, uma empresa fictícia. Durante a vistoria, perceberam que a mercadoria estava sem nota fiscal e acharam estranho. Quando abriram, encontraram a droga e acionaram a polícia”, afirmaram. Essa colaboração entre os setores público e privado foi fundamental para o sucesso da operação.
Conforme nota oficial divulgada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, durante a verificação das encomendas no depósito da cooperativa, o cão farejador foi crucial ao localizar as quatro caixas contendo os 48 tabletes de maconha. A pesagem confirmou os 46 quilos. A investigação sobre a identidade do remetente e a rede de distribuição da droga está em andamento, com o objetivo de desarticular o esquema criminoso. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a utilização de documentos falsos é uma tática comum de traficantes para evitar a identificação.
Investigação segue para identificar responsáveis
A Polícia Civil já iniciou os procedimentos para identificar o homem que despachou a droga e seus possíveis comparsas. A investigação buscará cruzar informações das câmeras de segurança, dados cadastrais falsificados e depoimentos para traçar o caminho do entorpecente. A expectativa é que, com a colaboração das autoridades e a análise detalhada das evidências, os responsáveis sejam levados à justiça. O Campo Grande NEWS acompanha o caso e trará atualizações assim que disponíveis.
A apreensão reforça a importância das fiscalizações conjuntas entre órgãos de controle e forças de segurança. A ação da Sefaz, inicialmente focada na arrecadação de impostos, acabou por desmantelar uma operação de tráfico de drogas de grande porte. O trabalho minucioso dos fiscais e a atuação do cão farejador foram determinantes para o resultado positivo. O Campo Grande NEWS reitera a importância do combate ao crime organizado.

