A Câmara Municipal de Campo Grande deu início aos trabalhos legislativos de 2026 nesta segunda-feira (2), com uma pauta carregada de temas cruciais para o cotidiano da população. O principal destaque é a votação do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspende o aumento da Taxa do Lixo, previsto para esta terça-feira (3). Além disso, o debate se estende à possível redução do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e à intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público na cidade. A prefeita Adriane Lopes se pronunciou sobre os assuntos, buscando esclarecer as posições do Executivo. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, esses temas prometem aquecer as discussões no legislativo municipal nas próximas semanas.
Câmara Debate Veto da Taxa do Lixo e Outros Temas Cruciais
O ano legislativo de 2026 em Campo Grande começou com foco em questões que impactam diretamente o bolso e a mobilidade dos cidadãos. A votação do veto da prefeita ao projeto que suspendeu o aumento da Taxa do Lixo é o ponto mais agudo das discussões iniciais. O aumento, que havia sido barrado pelos vereadores em uma sessão extraordinária no dia 16 de janeiro, foi vetado pelo Executivo, mantendo a cobrança em vigor. A prefeita Adriane Lopes defende que os recursos provenientes do reajuste são essenciais para a manutenção e melhoria dos serviços públicos, apresentando dados que, segundo ela, justificam a medida para preservar o equilíbrio das contas municipais.
A prefeita Adriane Lopes, em entrevista, reiterou a importância do veto para a saúde financeira do município. Quando questionada sobre a possibilidade de a Câmara derrubar o veto e as consequências disso, incluindo uma eventual judicialização, a prefeita afirmou que qualquer medida será avaliada posteriormente. Essa postura indica que a administração municipal está preparada para defender suas decisões, mas também aberta a dialogar com o legislativo.
Outro tema de grande relevância em pauta é a proposta de redução do IPTU para a região central de Campo Grande. Adriane Lopes informou que o projeto ainda passará por análise detalhada. “A isenção tem que respeitar a anterioridade da lei. Vamos ter que entender como isso será feito”, declarou a prefeita, sinalizando a complexidade jurídica e orçamentária envolvida na implementação de tal medida. A discussão sobre o IPTU reflete a busca por alternativas para estimular o comércio e a ocupação da área central da cidade.
Intervenção no Transporte Público: Um Desafio Urgente
A situação do transporte público em Campo Grande também está sob os holofotes. No início de janeiro, a Prefeitura foi oficialmente notificada sobre uma decisão judicial que determinou a intervenção no Consórcio Guaicurus. A Justiça determinou que a Prefeitura, a Agência Municipal de Trânsito (Agetran) e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) indiquem um interventor e apresentem um plano de ação detalhado, com cronograma, para corrigir as falhas identificadas no serviço. Há um prazo de 30 dias para a apresentação deste plano, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.
A decisão judicial apontou diversas falhas, incluindo problemas na frota de ônibus, na gestão do consórcio e na fiscalização do contrato por parte do poder público. O juiz responsável pelo caso destacou que a greve recente dos rodoviários agravou o cenário, intensificando os prejuízos para a população, que ficou sem acesso a meios de transporte para atividades essenciais como trabalho, estudo e acesso a serviços básicos. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos dessa crise no transporte.
Em resposta à determinação judicial, a prefeita Adriane Lopes informou que a Procuradoria-Geral do Município está avaliando as medidas a serem adotadas. No entanto, prazos para a definição dessas ações não foram divulgados, o que gera apreensão entre os usuários do transporte público. A intervenção visa garantir a qualidade e a regularidade do serviço, que tem sido alvo de constantes reclamações.
O Futuro da Taxa do Lixo em Campo Grande
O embate em torno da Taxa do Lixo é um dos pontos centrais da retomada dos trabalhos na Câmara. O veto da prefeita ao projeto de lei complementar que suspendia o aumento da taxa coloca os vereadores diante de uma decisão delicada. De um lado, a necessidade de garantir recursos para a gestão municipal, como argumenta o Executivo. Do outro, a pressão popular e a avaliação dos vereadores sobre o impacto financeiro do aumento para os cidadãos. A votação desta terça-feira (3) definirá os próximos passos em relação a essa cobrança.
A prefeita Adriane Lopes tem defendido a transparência na aplicação dos recursos arrecadados com a taxa, prometendo direcioná-los para melhorias na infraestrutura urbana e na coleta de resíduos. A expectativa é que, após a votação do veto, haja mais clareza sobre a continuidade ou não do aumento da Taxa do Lixo. O Campo Grande NEWS seguirá acompanhando de perto todas as atualizações sobre este e outros temas relevantes para a cidade.
IPTU: Análise e Possíveis Mudanças
A discussão sobre a redução do IPTU na região central demonstra a preocupação da gestão municipal em revitalizar essa área. A prefeita Adriane Lopes ressaltou a necessidade de observar a anterioridade da lei para a implementação de isenções, indicando que o processo pode demandar tempo e estudos técnicos aprofundados. A possibilidade de redução do imposto é vista como um incentivo para novos negócios e para a permanência dos estabelecimentos já existentes na região central, buscando reaquecer a economia local.
O debate sobre o IPTU, a Taxa do Lixo e a intervenção no transporte público evidencia os desafios que Campo Grande enfrenta no início de 2026. A Câmara de Vereadores tem um papel fundamental na mediação entre as demandas da população e as necessidades de gestão do poder público. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a interação entre os poderes Executivo e Legislativo será crucial para a resolução dessas questões complexas.

