Tânia Madinha, 68 anos, reina no Carnaval de Campo Grande com microfone e alegria

Aos 68 anos, Tânia Madinha é a prova viva de que a alegria e a paixão pela música não têm idade. Mesmo com a chegada dos anos, ela não abre mão de segurar o microfone e participar ativamente do Carnaval de Campo Grande. Sua história com a folia e o canto começou na adolescência, e desde então, a sensação de soltar a voz a conquistou de tal forma que ela nunca mais largou o microfone. Hoje, Tânia canta por prazer, como ela mesma diz, e faz questão de marcar presença em todos os eventos carnavalescos.

Tânia Madinha: Uma vida dedicada ao canto e à folia

Tânia Madinha, que completa 69 anos, mantém acesa sua paixão pelo canto e pelo Carnaval em Campo Grande. Desde os 25 anos, quando deu seus primeiros passos como cantora em uma churrascaria, interpretando sucessos de Gal Costa, a música se tornou uma parte intrínseca de sua vida. Apesar de nunca ter buscado a profissionalização, Tânia se tornou uma figura conhecida e querida. Frequentadora assídua do Cordão Valu há duas décadas, ela cultiva uma relação especial com a folia desde a juventude.

Ela conta que, apesar de não ter um instrumento musical, sempre teve muita coragem. Foi com essa espontaneidade, que ela define como “cara dura”, que Tânia iniciou sua jornada musical aos 25 anos em uma churrascaria. Pediu o microfone emprestado para cantar músicas de Gal Costa. A emoção e a satisfação daquele momento foram tão grandes que ela nunca mais parou de cantar.

“Eu sempre fiquei envolvida com música. Não sei tocar nada, mas eu sei cantar. Eu gosto e falo que eu estou aprendendo todo dia”, revela Tânia, com um sorriso no rosto. Para ela, a ideia de transformar seu hobby em profissão nunca foi uma prioridade, e o propósito sempre foi apenas o prazer de cantar.

Um repertório que atravessa gerações

O gosto musical de Tânia permanece fiel ao longo dos anos, com uma forte inclinação para a MPB. Artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento e Djavan, além de serestas antigas, compõem seu repertório, músicas que a inspiram a cantar junto. Mesmo atuando como servidora pública, a música permeia sua rotina, seja em momentos de descontração em bares com a família ou em momentos mais íntimos em casa.

A paixão pelo Carnaval desde a adolescência

A conexão de Tânia com o Carnaval remonta à adolescência, quando passava horas assistindo a desfiles, blocos e festas de rua. A atmosfera vibrante, a música contagiante e a oportunidade de reencontrar amigos criaram um hábito que perdura até hoje. Atualmente, ela é figura carimbada, especialmente no Cordão Valu, onde celebra a festa como foliã há 20 anos, desde a fundação do bloco, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.

“Não sei como começou a paixão por cantar no Carnaval, mas está aqui comigo desde que eu era adolescente mesmo. Eu morei na Antônia Maria Coelho e lá na comunidade Okinawa, onde a japonesada fazia o Carnaval. Eu ia para lá para assistir, gostava. Era bem bacana. Nunca participei de cantar lá no Cordão Valu, só da festa mesmo”, relembra.

Apesar de amar a festa, Tânia não se considera uma carnavalesca tradicional, pois prefere uma abordagem mais discreta para os festejos, dispensando fantasias elaboradas e excesso de adereços. Para ela, um toque de brilho, como uma blusinha de lantejoula e um arco de cabelo, são suficientes para compor seu visual de Carnaval.

“Não gosto de me fantasiar. Mas gosto de ir bater meu pontão. Isso não pode faltar. Prefiro não faltar, só quando eu trabalhava na lanchonete, porque eu tinha bar no sábado e eu fazia feijoada, eu não conseguia ir. Mas, na terça-feira, eu estava lá, para curtir mesmo”, afirma.

O encerramento de um ciclo e a valorização dos encontros

Por um período, Tânia esteve à frente de um bar e uma lanchonete na Praça dos Imigrantes, época em que o antigo Sarau de Segunda era um ponto de encontro popular para conversas, música e convívio social. A pandemia, no entanto, alterou seus planos. Já na casa dos 60 anos, Tânia optou por encerrar as atividades comerciais.

“Era muita incerteza. O pessoal queria que eu voltasse, mas achei melhor parar”, explica. Para ela, a essência do Carnaval reside na simplicidade: a alegria, a música e a sensação gratificante de encontrar pessoas queridas em meio à multidão. E essa experiência, segundo Tânia, é o que a motiva a esperar pelo Carnaval o ano inteiro.

“E ver as pessoas, que às vezes você fica o ano todo sem ver uma pessoa, você encontra ela no Carnaval. Para mim é uma felicidade. Esse ano mesmo já encontrei gente que acho que eu vi o ano passado. A vida é muito corrida”, conclui. A dedicação e o entusiasmo de Tânia Madinha no Carnaval de Campo Grande são um exemplo inspirador de como a paixão pela vida e pela música pode florescer em qualquer idade, como também foi noticiado pelo Campo Grande NEWS.

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