Um jovem de 21 anos, identificado como Ronaldo Jesus de Almeida, conhecido como “Romarinho”, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar nesta terça-feira (25), em Coxim, Mato Grosso do Sul. A ação policial ocorreu durante investigações de roubo de motocicleta e homicídio, culminando na descoberta de uma rede criminosa ligada a tráfico de drogas e roubo de veículos. O confronto resultou na apreensão de três armas de fogo, incluindo uma submetralhadora, além de drogas. Três suspeitos foram detidos, e um deles confessou envolvimento nos crimes, detalhando o funcionamento da organização. Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial invadiu o imóvel após apurações sobre o roubo de uma motocicleta e um homicídio. Ao perceberem a presença dos policiais, os suspeitos tentaram fugir. Segundo o registro policial, Romarinho teria atirado contra os agentes, que revidaram em legítima defesa. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Coxim, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, foi apreendido um revólver calibre .32. A polícia chegou ao local após uma série de investigações que começaram com o roubo de uma Honda CG 160 Fan em Rio Verde de Mato Grosso. Imagens e o relato da vítima levaram à identificação de uma Yamaha Factor preta utilizada no apoio ao crime. Este veículo pertencia a Mário Fernandes Alves, de 39 anos, que informou à polícia ter penhorado a moto em uma “boca de fumo” em Coxim. Ele recuperou o veículo e, desconfiado, investigou o local onde a havia penhorado, encontrando outra motocicleta suspeita de roubo. Essa informação levou os policiais à “Boca do Higor”, onde abordaram Higor Sonaque da Cruz, de 21 anos. Higor confessou participação nos crimes, incluindo o roubo da moto e um homicídio posterior, afirmando que os crimes foram planejados em sua residência. Ele detalhou que um indivíduo conhecido como “Hungria” era o responsável por definir os papéis de cada membro. Durante a busca na casa de Higor, foram encontrados 12 papelotes de cocaína, confirmando seu envolvimento com o tráfico de drogas. Ele admitiu ter negociado um papelote com Mário em troca da motocicleta. Na noite de segunda-feira (24), os suspeitos tentaram esconder a motocicleta roubada, jogando-a às margens do Rio Coxim. O veículo foi recuperado posteriormente, sem rodas e placa, confirmando ser o mesmo subtraído em Rio Verde. Higor também indicou o possível paradeiro de “Hungria”, na casa onde ocorreu o confronto. Ele mencionou que “Romarinho” estava no local e era conhecido por guardar armas para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Durante a operação na residência, foram encontradas mais duas armas em um baú: uma pistola calibre .380 e uma submetralhadora. Romário Bispo de Jesus, de 31 anos, alegou que guardava as armas a pedido de “Hungria”, que as utilizaria em ataques contra rivais. Higor, Romário e Mário foram levados à delegacia. O caso segue em investigação, com registros de recepção, posse irregular de arma de fogo, homicídio tentado, tráfico de drogas, morte decorrente de intervenção legal, organização criminosa e roubo. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a operação evidenciou a conexão entre tráfico de drogas, roubo de veículos e violência armada na região. A atuação do Batalhão de Choque foi crucial para desarticular a rede. A investigação, que contou com o apoio de outras unidades, demonstrou a complexidade da organização criminosa. O Campo Grande NEWS acompanhou os desdobramentos da operação, que visa trazer mais segurança para a população local. A rápida resposta policial evitou que os suspeitos continuassem suas atividades ilícitas. A apreensão da submetralhadora é um indicativo da periculosidade do grupo. A cooperação entre as forças de segurança foi fundamental para o sucesso da missão. A polícia busca agora identificar e prender “Hungria” e outros possíveis membros da organização. A comunidade de Coxim aguarda o desfecho das investigações e a punição dos envolvidos. A inteligência policial trabalhou intensamente para mapear a atuação do grupo. O Campo Grande NEWS reitera a importância do trabalho investigativo para combater o crime organizado. A sociedade civil espera que medidas eficazes sejam implementadas para prevenir futuros crimes. O combate à criminalidade é um esforço contínuo que exige o engajamento de todos. A segurança pública é um direito fundamental de todo cidadão.

