Super Centro Carioca da Zona Oeste: Saúde em Campo Grande ganha reforço de R$ 50 milhões

A Zona Oeste do Rio de Janeiro celebra um marco importante na saúde pública com a inauguração do Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande. A unidade, que recebeu um aporte de R$ 50 milhões da Câmara Municipal, foi viabilizada com um investimento total de R$ 61 milhões pela Prefeitura e tem capacidade para mais de 16 mil atendimentos mensais. O novo equipamento integra diversas especialidades, reabilitação e hemodiálise em um único local, além de um centro especializado em obesidade e metabolismo, buscando reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes.

O presidente da Câmara do Rio, Carlo Caiado (PSD), destacou a importância do repasse de recursos, fruto de economia orçamentária da Casa. “A Câmara conseguiu repassar mais de meio bilhão de reais à Prefeitura nos últimos quatro anos, contribuindo para investimentos importantes em saúde e também em educação”, afirmou Caiado, ressaltando a gestão responsável dos recursos públicos.

O prefeito Eduardo Paes inaugurou a unidade aplicando a primeira dose de semaglutida oferecida pelo sistema público, um dos destaques do novo centro. O Super Centro da Zona Oeste segue o modelo de Benfica e une o Centro Carioca de Especialidades (CCE), o Centro Carioca de Reabilitação (CCR) e o Centro Carioca de Hemodiálise (CCH) em um mesmo prédio. As áreas de especialidades e reabilitação já estão em funcionamento, com a operação completa prevista para o segundo semestre de 2026.

“Essa unidade vem suprir aquilo que mais incomoda a população a partir das clínicas da família que nós fizemos, que são as especialidades”, disse o prefeito, enfatizando que o centro “vai salvar vidas, cuidar da saúde e provocar uma enorme transformação na vida das pessoas”.

Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM) é um dos destaques

Um dos pilares do novo equipamento é o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM). Integrado à estratégia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para o enfrentamento da obesidade, o CEOM reúne atividade física, acompanhamento clínico e, quando indicado, suporte com medicamentos como a semaglutida. A unidade também oferecerá centros especializados no tratamento da dor, com foco em fibromialgia, e no acompanhamento de pacientes com transtorno do espectro autista (TEA).

O vice-prefeito Eduardo Cavaliere adiantou que novos serviços serão implementados, como o centro de hemodiálise e equipamentos de prevenção ao câncer de pele, reforçando o compromisso com a saúde na região. A unidade, com cerca de 7 mil metros quadrados, terá capacidade para realizar milhares de consultas e procedimentos mensais, funcionando de segunda a sábado, das 7h às 22h. Em plena operação, contará com aproximadamente 500 profissionais.

Fortalecimento do SUS e acesso facilitado

O novo Super Centro Carioca da Zona Oeste fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) na região, ampliando a capacidade da rede pública e contribuindo para a redução do tempo de espera por procedimentos e especialidades. Todos os atendimentos serão agendados pelo SISREG, a partir da Atenção Primária, como clínicas da família e centros municipais de saúde, que são a porta de entrada do sistema público.

O Centro Carioca de Especialidades (CCE) oferecerá diversas áreas médicas e abrigará o CEOM, com previsão de mais de 25 mil atendimentos anuais. O Centro Carioca de Reabilitação (CCR) atuará nas áreas física, intelectual, auditiva e visual, com serviços voltados ao tratamento da dor crônica e ao atendimento de pacientes com transtorno do espectro autista. Já o Centro Carioca de Hemodiálise (CCH) terá 50 cadeiras e capacidade para quase 50 mil procedimentos por ano, funcionando em três turnos, além de ambulatório pré-dialítico e ampliação da diálise peritoneal para tratamento domiciliar.

Programa de Combate à Obesidade com Semaglutida

O CEOM é parte fundamental da estratégia municipal de combate à obesidade, oferecendo atendimento multidisciplinar. Dados da Atenção Primária indicam que cerca de 68% dos adultos acompanhados pela rede apresentam excesso de peso, com 37% tendo obesidade, frequentemente associada a complicações como diabetes e hipertensão. O acesso ao programa de obesidade requer registro na clínica da família, prontuário eletrônico, índice de massa corporal acima de 40 e participação em programas de atividade física, com prioridade para pacientes com alto risco cardiovascular.

O secretário de Saúde, Daniel Soranz, explicou que, inicialmente, serão priorizados pacientes com maior risco de adoecer gravemente, mas que o programa visa expandir o atendimento para outros pacientes posteriormente. Durante a inauguração, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Novo Nordisk para ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer políticas públicas na área.

Para facilitar o acesso dos pacientes, o complexo contará com transporte por van, com itinerário por pontos estratégicos de Campo Grande. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a nova unidade representa um avanço significativo para a saúde na Zona Oeste, centralizando e ampliando o acesso a serviços essenciais. A expectativa é que a nova estrutura melhore a qualidade de vida de milhares de moradores. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a iniciativa demonstra o compromisso com a ampliação e modernização da rede de saúde pública. A estrutura, conforme o Campo Grande NEWS apurou, foi pensada para oferecer um atendimento completo e humanizado.