Polícia do Paraguai entrega Silvinei Vasques à PF na Ponte da Amizade após fuga de prisão domiciliar
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi formalmente entregue às autoridades brasileiras pela polícia paraguaia. A entrega ocorreu na sexta-feira (26) na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Este, no Paraguai.
Vasques estava foragido desde a madrugada de Natal, quando rompeu a tornozeleira eletrônica que monitorava sua prisão domiciliar em São José, Santa Catarina. Ele foi capturado no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador, utilizando um passaporte falso, segundo informações da Polícia Federal (PF).
A prisão e entrega de Silvinei Vasques marcam o fim de uma breve fuga que visava evitar o cumprimento de sua pena. O ex-diretor foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão no âmbito da ação penal relacionada aos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
Fuga e Captura no Paraguai
A fuga de Silvinei Vasques foi descoberta na quinta-feira (25), quando a tornozeleira eletrônica parou de emitir sinal de GPS. Agentes da PF foram ao seu apartamento e constataram sua ausência. Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram Vasques carregando malas em um carro na véspera de Natal, indicando o planejamento da fuga. Ele levou consigo itens pessoais e seu cachorro Pitbull.
Após o alerta sobre a fuga, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu um mandado de prisão preventiva contra o ex-diretor. A cooperação entre as autoridades brasileiras e paraguaias foi fundamental para a localização e detenção de Vasques em Ciudad del Este.
Transferência para Brasília e Próximos Passos
Por volta das 20h de sexta-feira (26), Silvinei Vasques foi conduzido pela polícia paraguaia até a fronteira e entregue aos agentes da PF. Ele deve ser transferido para Brasília nas próximas horas para dar continuidade aos procedimentos legais e ao cumprimento de sua pena.
A captura de Vasques reforça o compromisso das autoridades em garantir o cumprimento das decisões judiciais e a responsabilização de envolvidos em atos que atentam contra a democracia. A PF segue investigando os detalhes da fuga e a possível rede de apoio utilizada pelo ex-diretor.


