Roberto Justus quer investir em casas populares em MS com tecnologia inovadora

O empresário Roberto Justus, conhecido por seu estilo de vida luxuoso, está buscando expandir seus negócios para o setor de habitação popular em Mato Grosso do Sul. O projeto ambicioso prevê a construção de até 5 mil moradias através do programa Minha Casa Minha Vida, utilizando uma tecnologia construtiva inovadora que promete agilidade e qualidade.

A iniciativa, que já conta com um investimento inicial de R$ 300 milhões, foi apresentada em Campo Grande para autoridades locais e estaduais. O objetivo é viabilizar a instalação de uma fábrica na capital sul-mato-grossense, o que depende de aprovações regulatórias e um volume expressivo de unidades a serem construídas. O projeto também contempla a possibilidade de expansão para outras regiões do Centro-Oeste.

Tecnologia Light Steel Frame promete agilidade na construção

Segundo Gustavo Cesari, responsável pela operação da Steel Corp em Mato Grosso do Sul, o projeto emprega o sistema Light Steel Frame. Essa modalidade construtiva utiliza estruturas metálicas pré-fabricadas em fábrica, que são posteriormente montadas no local da obra. Cesari explicou ao Campo Grande News que as casas já chegam prontas com pintura, janelas e parte da hidráulica instalada, o que reduz drasticamente o tempo de montagem.

“Depois da infraestrutura pronta, uma equipe consegue montar uma casa em um a três dias. Tem equipe que faz em um dia”, detalhou Cesari, destacando a eficiência do método. Essa rapidez na construção é um dos grandes atrativos do projeto, permitindo a entrega de um número maior de unidades em menor tempo.

Diversidade de empreendimentos e qualidade garantida

O sistema Light Steel Frame não se limita apenas à construção de casas. Conforme detalhado por Gustavo Cesari, o modelo permite a edificação de apartamentos de dois e quatro pavimentos, além de outras estruturas essenciais como creches, escolas e unidades de saúde. Essa versatilidade amplia o escopo do projeto e seu potencial impacto na comunidade.

Cesari também abordou possíveis resistências à ideia de moradias populares, afirmando que o padrão de qualidade é elevado. “Muita gente acha que casa popular precisa ser feia ou inferior, mas não é. São produtos bonitos, bem acabados e tecnológicos”, assegurou ele. A tecnologia também contribui para o conforto térmico, mantendo a temperatura interna entre 22 e 26 graus, adaptando-se bem ao clima local.

Articulação política e interesse da demanda

Durante sua visita a Mato Grosso do Sul, Roberto Justus intensificou a articulação política para dar andamento ao projeto. Após apresentar a proposta na Câmara Municipal, ele se reuniu com a prefeita Adriane Lopes e o governador Eduardo Riedel, buscando celeridade nos processos de aprovação. Justus enfatizou que, embora as casas possam ser transportadas para qualquer lugar, o investimento em uma fábrica local seria viável com um volume significativo de unidades aprovadas.

O presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Vicente Neto, conhecido como Papy, ressaltou que o projeto se alinha com a política habitacional recente da cidade, impulsionada pela lei Habita+ CG. “Muitas empresas passaram a prospectar Campo Grande. Esse era o objetivo, atrair investimento e aumentar a oferta de moradias”, afirmou Papy ao Campo Grande News.

Ele também mencionou que o modelo prevê bairros planejados com infraestrutura completa, financiados com apoio da Caixa Econômica Federal, o que representa um “excelente negócio para a cidade”. Conforme o Campo Grande News checou, há pelo menos três regiões em análise para os empreendimentos, sendo a área próxima ao Aeroporto Internacional a mais adiantada, visando aproximar o trabalhador de seu local de trabalho.

Próximos passos e desafios

Apesar do entusiasmo, a instalação da fábrica em Campo Grande ainda depende de aprovações e da confirmação de um volume expressivo de unidades. A empresa ainda não definiu as áreas exatas onde pretende atuar, nem detalhou o modelo de financiamento. Além disso, a implantação do projeto requer aprovações urbanísticas e licenciamento ambiental.

Atualmente, a produção da Steel Corp está concentrada em uma unidade fabril em Cajamar, São Paulo. O empresário destaca que a produção em fábrica garante ganho de escala, padronização e previsibilidade no processo construtivo, aspectos fundamentais para o sucesso de projetos de habitação popular em larga escala.