A disputa pelas vagas no Senado em Mato Grosso do Sul apresenta um cenário de consolidação da direita e centro-direita, com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) se destacando no interior do estado. Na capital, Campo Grande, a disputa se mostra acirrada entre os principais nomes, enquanto a esquerda enfrenta desafios para alcançar competitividade. Os dados são de um levantamento inédito realizado pelo Novo Ibrape, encomendado pelo Campo Grande News.
Direita em vantagem na corrida ao Senado em MS
O levantamento revela que os candidatos ligados à direita e centro-direita dominam as intenções de voto para o Senado em Mato Grosso do Sul. Reinaldo Azambuja (PL) lidera de forma expressiva no interior, enquanto na Capital, a disputa é mais equilibrada entre ele, Nelsinho Trad (PSD) e Capitão Contar (PL).
Equilíbrio na Capital, força no interior
Em Campo Grande, a pesquisa aponta um equilíbrio técnico entre os principais candidatos. Nelsinho Trad (PSD) aparece numericamente à frente, com 19,5% das intenções de voto. Logo atrás, Reinaldo Azambuja (PL) registra 18,8%, seguido de perto por Capitão Contar (PL), com 18,6%. A proximidade desses números indica que a disputa na capital será voto a voto.
No entanto, a força de Reinaldo Azambuja se consolida fora de Campo Grande. No interior do estado, o ex-governador amplia sua vantagem, alcançando 24,3% das intenções de voto. Capitão Contar aparece em segundo lugar no interior com 17,7%, e Nelsinho Trad soma 15,8%.
Esquerda com dificuldades para crescer
O cenário é desafiador para os nomes ligados ao campo da esquerda. O deputado federal Vander Loubet (PT) registra 7,5% na Capital e 9,5% no interior. A senadora Soraya Thronicke (PSB) aparece com 7,7% em Campo Grande e 9,3% nos demais municípios. Ambos os candidatos enfrentam uma distância considerável em relação aos líderes da pesquisa.
Outros candidatos, como Beto do Movimento (PSOL) e Daniel Junior (Agir), aparecem com percentuais ainda menores. Beto do Movimento registra 4,3% na Capital e 2,9% no interior, enquanto Daniel Junior tem 2,2% e 3,5%, respectivamente. Esses números reforçam a predominância conservadora no eleitorado sul-mato-grossense, uma tendência observada nas últimas eleições estaduais.
Indecisos ainda representam fatia importante
Um dado que chama atenção no levantamento é o percentual ainda elevado de eleitores indecisos, brancos e nulos. Em Campo Grande, esses números somam 21,5%, e no interior, chegam a 17%. Essa fatia representa um espaço considerável para mudanças no cenário eleitoral até 2026, indicando que a disputa ainda está aberta para alterações significativas.
O levantamento do Novo Ibrape foi realizado entre os dias 20 e 25 de maio, com 1.000 entrevistas presenciais em 18 municípios de Mato Grosso do Sul. A pesquisa possui uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Os dados estão registrados no TSE/TRE sob os números MS-03839/2026 e BR-00615/2026.
A análise dos resultados, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, sugere que a fragmentação entre candidatos competitivos da direita pode intensificar a corrida voto a voto, especialmente na Capital. O interior, por sua vez, continua sendo um território decisivo para a consolidação das candidaturas ao Senado.
A força política demonstrada por Reinaldo Azambuja no interior, aliada à disputa acirrada na Capital, delineia um panorama eleitoral complexo para 2026. A capacidade de mobilização em diferentes regiões do estado será fundamental para o sucesso dos candidatos. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando de perto os desdobramentos desta corrida eleitoral.

