Campo Grande se prepara para um grande mutirão de recapeamento asfáltico, com a recuperação de mais de 650 quilômetros de vias urbanas. O investimento totaliza R$ 37,65 milhões, um valor abaixo da estimativa inicial de R$ 42,59 milhões. As obras, divididas em sete lotes e já licitadas, abrangem todas as sete regiões da cidade, com previsão de conclusão até 2028. Essa iniciativa visa solucionar problemas crônicos de pavimentação que nem mesmo o tapa-buraco consegue resolver, garantindo mais segurança e qualidade para os motoristas e a população.
Onde nem tapa-buraco resolve mais: ruas de Campo Grande serão recapeadas
A Prefeitura de Campo Grande homologou um contrato milionário para a recuperação do asfalto em vias consideradas críticas. Um levantamento detalhado da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) identificou as ruas e avenidas que mais sofrem com a deterioração do pavimento. A seleção levou em conta a frequência de problemas, a importância da via para o tráfego e as condições gerais do asfalto. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o processo licitatório, que teve o valor estimado em R$ 42,59 milhões, foi finalizado por R$ 37,65 milhões, representando uma economia significativa para os cofres públicos.
Vias prioritárias e áreas de intervenção
O plano de recapeamento abrange um total de aproximadamente 652,2 quilômetros de vias, o que equivale a uma área de cerca de 5,27 milhões de metros quadrados. A região da Lagoa lidera a lista com a maior extensão a ser revitalizada, totalizando 112,4 quilômetros. Em seguida, vêm Anhanduizinho (105,4 km), Bandeira (104 km), Prosa (103,1 km), Imbirussu (81,7 km), Centro (74,6 km) e Segredo (70,7 km). Essa abrangência demonstra o compromisso da gestão em atender a demanda de todas as zonas da cidade.
A região do Prosa, por exemplo, contará com a recuperação de ruas como Antônio Rahe, Elias Nachif, Naviraí, Buenos Aires, Carneiro de Campos, Sérgio Porto, Marlene, Arcênia, Santa Bárbara, Clóvis, Cláudia, Cassilândia, das Garças, Frederico Soares, João Akamine, José Gomes Domingues, Manoel Inácio de Souza e Nortelândia. No Anhanduizinho, a lista inclui a Rua da Doçura, Rua Tenente Gabino Soilet Soares, Rua da Divisão, Avenida Costa Melo, Avenida Anhembi, Rua do Piano, Rua Jornalista Valdir Lago, Avenida Arquiteto Vila Nova Artigas, Rua Jussara, Rua Pirituba e Rua Jatobá, entre outras vias importantes para o fluxo local.
O estudo também contempla vias centrais como Maracaju, Sete de Setembro, Goiás, Alagoas, Paissandu, Uberlândia, Manoel Seco Tomé e Rua das Garças. Na região do Imbirussu, as ruas Três Lagoas, Avenida Manoel Ferreira, Rua Cruzeiro do Sul, Rua Doutor Antônio Leite de Campos, Rua Evaristo de Moraes, Rua Caiuás, Rua Guanabara e Rua Tupinambás estão entre as beneficiadas. Já na Lagoa, as intervenções ocorrerão em ruas como a Rua da Pátria, Rua Pedro Álvares Cabral, Rua Albert Sabin, Rua Alexandre Fleming, Rua Salim Maluf e Rua Vicente Solari, além de outras.
Processo licitatório e empresas contratadas
A licitação foi dividida em sete lotes para garantir a agilidade e a eficiência na execução dos serviços. As empresas vencedoras e que serão responsáveis pelo recapeamento são: Construtora Rial Ltda., RR Barros Serviços e Construções Ltda., Gradual Engenharia e Consultoria Eireli, Relevo Engenharia Ltda., Asfaltec Usina de Asfalto e Tecnologia Ltda. e André L. dos Santos Ltda. O memorial da licitação esclarece que a lista de ruas apresentada tem caráter “exemplificativo e estimativo”, ou seja, serviu como base para dimensionar o contrato, mas a definição final das vias a serem recapeadas será feita pela prefeitura ao longo da execução dos trabalhos, conforme as necessidades que surgirem.
Cronograma e etapas da obra
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, a mão de obra já está contratada e o fornecimento da massa asfáltica será feito por meio de um consórcio. “Os processos licitatórios foram concluídos no primeiro semestre”, afirmou o secretário. A execução das obras seguirá critérios técnicos de prioridade, considerando o estado de conservação das vias e a disponibilidade orçamentária e financeira do município. O Campo Grande NEWS apurou que o foco da prefeitura para o segundo semestre é regularizar o serviço de tapa-buracos, para depois iniciar o recapeamento das vias mais danificadas.
O recapeamento, explica André Brandão, só é viável em vias que possuem uma base asfáltica em condições adequadas. Por isso, a primeira etapa do cronograma envolve a recuperação emergencial dos trechos mais críticos, antes da aplicação da nova camada de asfalto. A expectativa é que todo o processo de recapeamento das vias prioritárias seja concluído até o ano de 2028, representando uma melhoria significativa na infraestrutura urbana da cidade. Conforme o Campo Grande NEWS divulgou, a administração municipal busca, com essa medida, ampliar gradualmente a qualidade das vias ao longo da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).
As obras de recapeamento envolvem a retirada da camada danificada do asfalto, a recomposição da base e a aplicação de um novo revestimento, garantindo uma vida útil maior para a pavimentação. Essa iniciativa é fundamental para a segurança viária e para a mobilidade urbana, impactando positivamente o dia a dia dos moradores de Campo Grande.

