O Procon Municipal de Campo Grande intensificou a fiscalização em cerca de 200 estabelecimentos comerciais com o objetivo de prevenir reclamações e garantir uma experiência de compra mais segura para os consumidores durante o período do Dia das Mães. A ação, que tem caráter educativo, visa orientar tanto lojistas quanto clientes sobre aspectos cruciais como a transparência nas informações sobre juros e as regras para a troca de produtos, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
Procon orienta sobre juros e trocas de presentes
Com a proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o comércio, o Procon Municipal de Campo Grande está empenhado em evitar dores de cabeça para os consumidores. Uma fiscalização educativa está sendo realizada em aproximadamente 200 lojas da cidade para garantir que as informações sobre preços, formas de pagamento e, especialmente, sobre a incidência de juros, estejam claras e acessíveis a todos. A iniciativa também reforça os direitos dos consumidores em relação à troca de produtos.
Segundo Oriana Lima, gerente jurídica do Procon, a principal reclamação que chega ao órgão refere-se à falta de clareza nas informações sobre juros. “A gente está prezando e instruindo os fornecedores para que informem todos os dados aos consumidores, para que eles se sintam seguros na hora da compra”, explicou Oriana ao Campo Grande NEWS. A orientação aos lojistas visa assegurar que todas as condições de compra sejam explicitadas de forma compreensível, evitando surpresas desagradáveis após a aquisição do presente.
A ação educativa do Procon, que se estende ao longo da semana com encerramento previsto para esta sexta-feira (7), também foca em esclarecer os consumidores sobre seus direitos. Pesquisar preços antes de fechar negócio é uma das recomendações básicas, mas o órgão também detalha as regras para a troca de produtos, um ponto que frequentemente gera dúvidas e conflitos.
Trocas de produtos: quando são obrigatórias?
Uma das maiores preocupações dos consumidores após a compra de presentes é a possibilidade de troca, especialmente se o produto não servir, a cor não agradar ou o presenteado se arrepender. No entanto, o Procon esclarece que a troca obrigatória só é garantida em casos de vício de fabricação, ou seja, quando o produto apresenta defeitos. “Caso o problema não seja sanado, o fornecedor tem a obrigação de substituir o produto por outro de igual valor ou devolver o dinheiro, ficando a escolha a critério do consumidor”, detalha Oriana Lima.
Para defeitos que não podem ser reparados prontamente, o Código de Defesa do Consumidor prevê que o fornecedor deve, a critério do consumidor, substituir o produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso, ou devolver a quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos. A escolha final é sempre do cliente, garantindo que ele não fique no prejuízo.
Arrependimento e outras trocas: uma questão de política da loja
É importante ressaltar que trocas motivadas por outros fatores, como tamanho incorreto, mudança de cor ou simples arrependimento, não são obrigações legais do comerciante. Nesses casos, a possibilidade de realizar a troca depende da política de cada estabelecimento. “Nesses casos, o comerciante não é obrigado a efetuar a troca. Ele costuma realizar por uma boa relação com o consumidor”, pondera a gerente jurídica.
Muitas lojas optam por flexibilizar suas políticas de troca para fidelizar clientes e manter uma boa imagem no mercado, especialmente em datas comemorativas. Contudo, o consumidor não pode exigir essa flexibilidade como um direito. É sempre recomendável verificar as condições de troca da loja no momento da compra, seja através de cartazes, informativos ou perguntando diretamente a um vendedor.
Ações educativas reduzem irregularidades
Segundo Oriana Lima, as ações educativas realizadas pelo Procon em datas comemorativas têm surtido efeito positivo na redução de irregularidades. “Não temos encontrado problemas, já que os comerciantes são orientados ao longo dos anos”, pontua. Essa constância na orientação e fiscalização contribui para que o comércio local esteja mais alinhado com as leis de proteção ao consumidor.
O Campo Grande NEWS apurou que essas iniciativas preventivas ajudam a criar um ambiente de consumo mais transparente e confiável, beneficiando tanto quem compra quanto quem vende. A conscientização sobre os direitos e deveres é fundamental para um mercado mais justo e equilibrado.
Como denunciar irregularidades ao Procon
Caso o consumidor identifique qualquer irregularidade durante suas compras, o Procon disponibiliza canais de atendimento para registro de denúncias e busca de orientação. É possível entrar em contato pelo telefone 156 ou comparecer pessoalmente à sede do órgão, localizada na Rua Venâncio Borges do Nascimento, 377, no Jardim TV Morena.
Para o atendimento presencial, é necessário apresentar documento de identificação pessoal, comprovante de residência e outros registros que possam comprovar a relação de consumo, como notas fiscais, recibos ou até mesmo conversas de aplicativos de mensagens que evidenciem a negociação ou o problema. Essas informações são cruciais para que o Procon possa analisar e agir sobre a reclamação, conforme relatado pelo Campo Grande NEWS.

