Uma semana após a deflagração da Operação Buracos Sem Fim pelo Ministério Público Estadual, a prefeitura de Campo Grande tomou medidas drásticas: trocou os fiscais responsáveis por seis contratos firmados com empresas para o serviço de tapa-buracos. A mudança acontece em meio a acusações de favorecimento e desvio de verbas públicas destinadas à manutenção das vias.
O antigo fiscal dos contratos, Edivaldo Aquino Pereira, que foi preso durante a operação, é acusado de atuar para beneficiar a Construtora Rial dentro do órgão municipal. Sua exoneração ocorreu na semana passada, abrindo caminho para novos servidores assumirem a responsabilidade de fiscalizar os acordos.
A partir de agora, a fiscalização dos contratos passará a ser conduzida por Débora dos Santos Barbosa, como titular, e Tiago Luander Ferreira de Almeida, como substituto. Os contratos em questão englobam quatro acordos com a Construtora Rial e dois com a RR Barros Serviços e Construções, empresas que juntas somam milhões em contratos com o município.
As alterações foram formalizadas por meio de assinatura do secretário-adjunto da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Paulo Eduardo Cançado Soares, e possuem efeito retroativo a 13 de maio. A função do fiscal de contrato é crucial para a administração pública, pois é o servidor responsável por acompanhar e verificar se os termos contratuais estão sendo cumpridos, garantindo a qualidade dos serviços e a correta aplicação do dinheiro público.
Aumento de gastos e buracos nas ruas
A prefeita Adriane Lopes (PP) viu o gasto com a manutenção das vias públicas mais que triplicar durante sua gestão. No entanto, esse expressivo aumento de investimento não se traduziu em ruas livres de buracos. Um levantamento exclusivo realizado pelo Campo Grande NEWS no Portal da Transparência revelou que o investimento médio na Operação Tapa-buracos saltou de R$ 13,5 milhões para R$ 46,3 milhões, um aumento de 242%. Mesmo com mais recursos, a

