Praça Ary Coelho Fechada: Comerciante Perde R$ 150 em Feriado em Campo Grande

O picolezeiro Genival Baraço, de 57 anos, percorreu cerca de 6,5 quilômetros do bairro Guanandi até o Centro de Campo Grande na Sexta-feira Santa, apenas para encontrar a Praça Ary Coelho, um dos principais pontos de encontro da cidade, completamente fechada. Ele esperava faturar pelo menos R$ 150 com a venda de seus picolés, mas a surpresa do cadeado no portão o deixou sem rota de trabalho e sem saber como recuperaria o dia.

Corte de Gastos Afeta Espaços Públicos

A praça, que tradicionalmente permanecia aberta em feriados, agora segue um novo horário de funcionamento, resultado de medidas de contenção de despesas adotadas pela prefeitura. Essa redução no horário e o fechamento em dias de folga foram implementados para diminuir os custos de manutenção e operação dos espaços públicos, uma decisão que vem gerando insatisfação entre os frequentadores.

Conforme informação divulgada pelo g1, a prefeitura prorrogou a mudança no horário de funcionamento da Praça Ary Coelho, que já vinha sofrendo reduções há cerca de seis meses. Antes, o local fechava após as 22h, mas agora as portas são trancadas por volta das 18h, o que, segundo Genival, já derrubou seu faturamento em pelo menos 70%. O fechamento em feriados, como o da Sexta-feira Santa, agrava ainda mais a situação para trabalhadores que dependem do movimento.

A portaria que oficializa os novos horários, publicada em 24 de março, não estabelece um prazo para o fim das restrições. A medida pode ser alterada a qualquer momento, temporária ou permanentemente, a critério da gestão municipal. No entanto, a falta de sinalização ou avisos informando sobre o fechamento e os novos horários tem sido um ponto de reclamação, pegando muitos visitantes de surpresa, como foi o caso de Genival.

A Praça Como Símbolo da Cidade

Para frequentadores de longa data, o fechamento da praça em feriados vai além de uma simples mudança de horário. O aposentado Ademir Camesqui, de 77 anos, que chegou a Campo Grande quando a cidade ainda terminava na praça, lamenta a perda do simbolismo do local. Ele se lembra de uma praça