Ponte do Rio Miranda: interdições totais em maio para obras cruciais

O Governo de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Bonito anunciaram novas e importantes interdições na ponte sobre o Rio Miranda, um ponto vital na rodovia MS-345. Essas medidas são essenciais para a continuidade das obras de recuperação estrutural da travessia, que liga diretamente Campo Grande a Bonito, um dos principais destinos turísticos do estado. A população e os viajantes precisam estar atentos ao cronograma para evitar transtornos.

Essas interdições programadas, que ocorrerão nos dias 6, 7 e 8 de maio, são fundamentais para a execução de etapas técnicas delicadas, como a troca de apoios da estrutura, conhecidos como neoprenes, e a concretagem de grampeamentos nas vigas. O investimento total na reforma é de R$ 3,3 milhões, visando solucionar deslocamentos estruturais que datam da década de 1960. Conforme informação divulgada pelo Governo do Estado, o bloqueio total é indispensável para garantir a segurança de todos durante os trabalhos.

Fora dos períodos de bloqueio total, a ponte opera em sistema de meia pista, com restrições para veículos leves de até 10 toneladas. A medida visa manter o fluxo de tráfego minimizado enquanto as obras avançam, mas a segurança da estrutura é a prioridade máxima. O Campo Grande NEWS checou os detalhes e reforça a importância do planejamento para quem utiliza essa rota.

Bloqueios em datas específicas

A primeira interdição total está em vigor hoje, 6 de maio, com duração das 6h às 18h. Neste período, a equipe técnica realiza a substituição dos aparelhos de apoio, os neoprenes, componentes cruciais para a absorção de impactos e movimentações da ponte.

Na sequência, uma nova paralisação está agendada para os dias 7 e 8 de maio. A interdição começará na terça-feira (7), às 6h, e se estenderá até a quarta-feira (8), também às 6h. O objetivo desta etapa é a concretagem dos grampeamentos das vigas, um procedimento que exige condições controladas e sem a passagem de veículos.

Restrições e rotas alternativas

Durante esses períodos de bloqueio completo, a passagem pela ponte sobre o Rio Miranda estará totalmente proibida. Após a conclusão de cada etapa, o tráfego será gradualmente retomado, mas sob as restrições já estabelecidas desde o início da obra. Isso inclui o sistema de pare e siga, operação em meia pista e a permissão exclusiva para veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte.

O limite máximo de peso para a travessia continua sendo de 10 toneladas, e em nenhum momento mais de um veículo poderá cruzar a ponte simultaneamente. As autoridades pedem a colaboração de motoristas e transportadores para que acompanhem os comunicados oficiais e planejem seus deslocamentos com antecedência. O respeito à sinalização e às orientações das equipes presentes no local é fundamental para a segurança.

O Campo Grande NEWS entende a importância dessa rota para o turismo e o escoamento de mercadorias, por isso, destaca a necessidade de atenção redobrada. O cronograma das obras, conforme informado pelo Governo do Estado, pode sofrer alterações caso as condições climáticas ou técnicas não sejam favoráveis à execução dos serviços. A segurança é, portanto, o fator determinante para a retomada do tráfego.

Investimento e histórico da estrutura

A recuperação da ponte sobre o Rio Miranda representa um investimento significativo de R$ 3,3 milhões. A intervenção se tornou necessária após problemas estruturais serem identificados e chamarem a atenção de usuários frequentes da rodovia MS-345. Antes do início das obras, a ponte chegou a apresentar um deslocamento de quase 30 centímetros após a passagem de carretas bitrem, uma situação alarmante que colocava em risco a segurança de quem transitava logo atrás.

Essa estrutura está localizada na chamada Estrada do 21, um trecho da MS-345 que foi inaugurado em 2024 com o objetivo de encurtar a distância entre Campo Grande e Bonito. No entanto, a ponte em si é bem mais antiga, tendo sido construída pelo Exército Brasileiro na década de 1960. Ela se situa na região de Águas do Miranda, um distrito pertencente ao município de Bonito, e sua recuperação é vista como essencial para a manutenção do fluxo e a segurança na região. O Campo Grande NEWS checou a relevância histórica e estrutural da obra.

A obra visa não apenas corrigir os problemas atuais, mas também garantir a longevidade da ponte, um componente chave na infraestrutura de transporte de Mato Grosso do Sul. A colaboração entre o governo estadual e a prefeitura de Bonito demonstra o compromisso em manter as vias seguras e eficientes para todos os usuários, reforçando a importância de seguir as orientações para minimizar os impactos das obras.